
O ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, disse que gostaria de ajudar a Volkswagen a superar a fase delicada da empresa sem precisar fechar fábricas no país.
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A declaração aconteceu durante uma visita de Habeck a uma das fábricas da montadora em solo alemão.
Recentemente, a Volkswagen admitiu que passa por uma situação alarmante, embora tenha assegurado que não pretende fechar fábricas.
Apesar de não ter divulgado os motivos que levaram a companhia a esse patamar, os resultados ruins em mercados importantes para a marca, sobretudo na China, agravaram a situação.
Empresa deve cuidar de seus problemas

O apoio surge às vésperas de a Volkswagen iniciar conversas com os sindicatos locais a respeito de negociações salarais e, em última instância, eventuais fechamentos de fábricas pela Alemanha.
Apesar da manifestação de alento, Habeck ressaltou que existem limites para a ajuda governamental e apontou que a estrutura empresarial e a viabilidade do negócio como um todo não devem desrespeitar a política da companhia.
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“Uma boa parte das tarefas precisam ser realizadas pela própria Volkswagen. Esse é o papel da empresa”, disse à imprensa.
De toda maneira, a agência “Reuters” afirma que o governo alemão está monitorando atentamente a situação da Volkswagen, que emprega aproximadamente 300 mil pessoas no país, e se comprometeu a ouvir todas as partes envolvidas.
BMW e Mercedes-Benz também vivem fases delicadas
Embora a situação chame atenção, a Volkswagen não é a única montadora alemã que passa por dificuldades. Nas últimas semanas, BMW e Mercedes-Benz realizaram vários cortes.
Habeck vai se reunir com representantes do alto escalão da indústria na próxima segunda-feira, 23.
