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Aliança Renault-Nissan faz 10 anos e integra compras

A aliança entre Renault e Nissan completa dez anos hoje, 27. Carlos Ghosn, principal executivo do grupo, garantiu que está orgulhoso do modelo de negócios que ajudou a criar e diz esperar ainda mais no futuro.
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cria

27 mar 2009

3 minutos de leitura

As duas empresas trabalham em parceria com marcas e identidades corporativas separadas. Na gestão, desenvolvimento de produtos, fabricação e estratégias comerciais há uma busca constante de sinergias que tem trazido bons resultados. As vendas somadas do grupo, por exemplo, cresceram de 4.989.709 unidades em 1999 para 6.090.304 em 2008 (sem contar as vendas da Avtovaz).

“A Aliança tem preparado Renault e Nissan não apenas para sobreviver à crise financeira e econômica global, mas para estar em uma melhor posição para competir de forma eficaz quando a crise acabar”, disse Ghosn.

Integração de compras

A partir de abril as atividades de compras das duas companhias serão totalmente compartilhadas e reunidas na Renault-Nissan Purchasing Organization. As duas marcas já utilizam em comum plataformas e peças para obter economia de escala e reduzir o desenvolvimento e os custos de produção. As plataformas “B” (Nissan Tiida e Renault Clio europeu) e “C” (Renault Mégane/Scénic e Nissan Qashqai), representam mais de 50% dos veículos vendidos pela Renault e Nissan globalmente em 2008.

Há também oito motores e caixas de transmissão utilizados em comum pelas duas marcas. O propulsor do Nissan 3.5 gasolina está no Renault Laguna e o motor Renault 1.5 litro diesel é empregado no Nissan Qashqai.

As empresas estão cooperando também em pesquisa e engenharia avançada. Há um plano tecnológico baseado em segurança, meio ambiente, vida a bordo do veículo e desempenho dinâmico. O carro elétrico está em pauta, com vinte acordos já assinados com governos e entidades para o lançamento do primeiro veículo do gênero em 2010. A produção em massa de uma linha completa está prevista para em 2012.

Renault e Nissan ampliam a integração de processos de produção, incluindo os sistemas de manufatura. Com a aliança, cada companhia tem a oportunidade de usar as capacidades de produção da parceira. Unidades industriais da Renault produzem modelos Nissan na Coréia do Sul (Almera Classic) e no Brasil (Livina), enquanto fábricas Nissan produzem modelos Renault na África do Sul (Sandero), no México (Clio) e na Espanha (Trafic).

Ghosn destaca também que com as complementaridades geográficas, Renault e Nissan abrangem os mercados-chave em todos os continentes. Os territórios históricos da Renault são Europa, norte da África e América do Sul, enquanto os maiores mercados da Nissan são Japão, América do Norte, México, China e Oriente Médio. Desde 2005, a Renault e a Nissan, juntas, têm entrado em novos mercados, como a Índia, com o objetivo de expandir a sua presença global.

A aliança tem contribuído ainda para a expansão das linhas de produtos. A Nissan tem aumentado sua linha de utilitários leves comerciais na Europa ao comercializar modelos Renault com nome Nissan: Renault Kangoo/Nissan Kubistar, Renault Master/Nissan Interstar, Renault Trafic/Nissan Primastar. Pelo lado Renault, o modelo Koleos foi desenhado pela Renault, mas desenvolvido pela Nissan por meio de sua expertise em tecnologia 4X4.