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Alíquota de importação de autopeças pode subir

Nos bastidores do setor de autopeças há um debate intenso sobre a competitividade da indústria local, que sofre intensa pressão dos concorrentes estrangeiros. O alarido chegou ao governo, que avalia a possibilidade de eliminar o desconto de 40% no imposto de importação para componentes destinados às montadoras que vêm de fora do Mercosul.
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Redação AB

14 abr 2010

1 minutos de leitura

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O ministro Miguel Jorge, do MDIC, já foi alertado para o enorme déficit na balança comercial de autopeças, projetado pelo Sindipeças em US$ 3,6 bilhões para 2010. Empresários e executivos do setor, no entanto, admitem que as importações podem superar as estimativas divulgadas, elevando o déficit para a casa dos US$ 4,5 bilhões. Em 2009 o déficit foi de US$ 2,5 bilhões.

Peças destinadas ao aftermarket não têm o benefício da redução. Os componentes para montadoras pagam alíquota de 8,4% a 10,8%, graças ao desconto.

Durante o Fórum da Indústria Automobilística, realizado no último dia 12, os participantes responderam pesquisa de Automotive Business e se dividiram ao avaliar se a atual redução de 40% nas alíquotas de importação de autopeças deve ser revogada. Para 67,3% a iniciativa é boa e pode dar fôlego aos fabricantes locais de componentes enquanto buscam fórmulas para melhorar a competitividade. Já os demais 32,7% não concordam, justificando que a redução corresponde a uma medida de proteção que acomodará a cadeia de produção.

No Estadão desta quarta-feira o tema está em destaque na capa do caderno de economia, em matéria assinada pela jornalista Cleide Silva, que coordenou durante o fórum o painel de debates com representantes da cadeia de produção.