Paulo Leal da Costa, que comanda a operação brasileira, faz coro com Affuso: o ambiente altamente competitivo da indústria automobilística tem pressionado a tomada de decisões rápidas e críticas para levar ao mercado componentes e veículos. “No mundo globalizado as escolhas acontecem de forma colaborativa, em tempo real. A precisão do HD é um diferencial nessas ocasiões”, assegura.
A designação HD adicionada ao nome PLM expressa a preocupação em tratar de modo preciso a manipulação de dados, a condução dos projetos e as decisões a partir de informações digitais armazenadas em diversos formatos e múltiplas fontes.

PAULO COSTA comanda no Brasil a
Siemens PLM com foco automotivo
PORTIFÓLIO
A tecnologia HD-PLM está disponível nos softwares NX, Teamcenter e Tecnomatix, responsáveis pelo maior volume de licenças comercializadas pela Siemens PLM em todo o mundo. Juntos eles formam uma plataforma para integrar planejamento, desenho industrial, engenharia e manutenção de produtos, utilizando ferramentas como CAD, CAE ou CAM em design, engenharia e manufatura.
De uma forma simplificada, o NX é forte nas três áreas, o Tecnomatix é associado a funções de manufatura digital e o Teamcenter permite gerenciar o ambiente de negócios, de forma colaborativa e integrado a sistemas como ERP e CRM.
A Siemens PLM oferece também o Velocity Series, um pacote modular adequado para pequenas e médias empresas na área de design, simulação, manufatura e gerenciamento de dados. Estão reunidos no portifólio o Teamcenter Express, Solid Edge, Femap e CAM Express, soluções que podem ser escaláveis para outras mais robustas como o NX ou o Tecnomatix, por exemplo.
EVOLUÇÃO
A Siemens PLM Software, unidade de negócios da Divisão de Automação Industrial da Siemens com sede em Plano, no Texas, EUA, é uma provedora de softwares PLM (Product Lifecycle Management) e serviços com 6,7 milhões de licenças e 63.000 clientes no mundo. A empresa, que trabalha com soluções abertas, iniciou sua trajetória como Unigraphics Soluctions Inc., cujas ações pertenciam em sua maioria à EDS. A aquisição da Structural Dynamics Research Corporation (SDRC), levou a EDS a promover uma fusão com a Unigraphics, criando a UGS PLM Solutions.
A operação, absorvida pela Bain Capital, mudou seu nome para UGS, e acabou adquirida pela Siemens AG em maio de 2007, com a designação de Siemens PLM Sofware.
Automotive Business esteve presente ao evento em Dallas a convite da Siemens PLM.
Avanço do PLM no Brasil
Helmuth Ludwig, presidente, que está na empresa desde 1990, reconhece a importância do mercado brasileiro. Chamam sua atenção, em especial, os avanços da indústria automobilística e investimentos bilionários anunciados para a área de petróleo e gás.
Paulo Costa demonstra equivalente otimismo com os progressos da empresa no segmento automotivo, já que a marca está presente em praticamente todas as operações locais das montadoras e avança na área de autopeças. Já no setor aeronáutico ele sabe que seu produto tem chances menores: a concorrente francesa, Dassault, dona das marcas Delmia, Catia e Enovia, chegou primeiro à Embraer.

HELMUTH LUDWIG presidente mundial da Siemens
O crescimento das vendas do Tecnomatix ilustra, para ele, o avanço da manufatura no Brasil. O produto pode custar algo como US$ 20 mil e uma montadora chega a deter dezenas de licenças. No entanto, 40% da receita da operação brasileira provêm do NX, cotado a US$ 8 mil em média e um best seller aplicado em planejamento, estilo, design, simulação, ferramental, maquinário, montagem, robótica e operação de plantas.
Na lista dos mais vendidos aparecem a seguir o Velocity (US$ 2 mil), o Teamcenter (um pacote econômico, que pode custar até US$ 1 mil) e o Tecnomatix. O resultado de cada um desses produtos está associado não apenas ao custo da licença, mas ao volume de vendas – o Teamcenter é barato, mas um sem-número de licenças costuma ser utilizado em uma mesma empresa.
Como a maioria dos players da área de software, a Siemens PLM oferece gratuitamente cópias de seus programas para fins acadêmicos. A prática leva à formação de profissionais familiarizados com as especificidades da tecnologia e à disseminação dos produtos.
A operação brasileira reúne 85 profissionais, a maioria especializada em software e também em mercados-alvo da companhia. “A venda do produto é técnica” – define Paulo Costa. Há 16 distribuidores, cuja atuação é definida pelo faturamento do cliente potencial. A Siemens PLM, é claro, atende os maiores. Ao lado das vendas são tarefas comuns o treinamento de pessoal do cliente e o suporte técnico. A prestação de serviços de engenharia, no entanto, não é feita pela empresa distribuidora.