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Alta tecnologia ou frugal engineering?

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Redação AB

29 mar 2011

3 minutos de leitura

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Mário Curcio, AB

A indústria automobilística brasileira deve avançar no desenvolvimento de alta tecnologia para acompanhar o ritmo de países mais avançados na criação de veículos? Nem sempre, segundo Flávio Campos, diretor de Engenharia da Delphi, que utiliza a expressão ‘frugal engineering’ para situar a demanda tecnológica do mercado brasileiro.

Um dos resultados dessa ‘engenharia simples’ é a MAPEC, um novo conceito de central elétrica adequada para veículos de países emergentes que substitui uma série de equipamentos mecânicos por eletrônica embarcada em veículos de entrada, tornando possível a adição e atualização de novas funções e controles ao mesmo tempo em que remove conteúdo mecânico e elétrico (relês e fusíveis). A tecnologia traz a possibilidade de chaveamento de potência inteligente, gerenciamento de carga e otimização de arquitetura eletroeletrônica, podendo ser usada em diferentes configurações de projetos e plataformas.

Campos fez palestra nesta segunda-feira, 28, durante o simpósio SAE Novas Tecnologias, em São Paulo, e participou de uma sessão de debates sobre inovação com representantes da Bosch, Continental e Bosch. O executivo exibiu um quadro evolutivo, no Brasil, do uso de itens relativamente simples com ar-condicionado, freios ABS e air bags. Logo após, mostrou que em mercados mais maduros há espaço para tecnologias mais complexas, como os controles de segurança contra colisões e detecção e pedestres, por exemplo.

O diretor da Delphi alinhou as megatendências detectadas pela Delphi, que orientam o desenvolvimento de novos sistemas. Em regra, elas estão relacionadas a segurança, meio ambiente e conectividade.

Jair Pasquini, diretor de Engenharia e Desenvolvimento de Produto da Bosch, explicou os desafios da aplicação local e internacional de tecnologias no produto e falou da necessidade de sinergia entre os sistemas e componentes do veículo. Pasquini mencionou o envolvimento da Bosch no trabalho em veículos de plataforma internacional, a sinergia entre sistemas e componentes e as tendências de inovação do setor, entre outros aspectos.

Paulo Alves, diretor da unidade de Negócios Body & Security da Continental, recordou que sua companhia tem uma forte atuação na eletrônica e também se apoia em megatendências: meio ambiente, segurança, conectividade e carros de baixo custo são áreas de interesse da Continental.

Segundo Alves, a empresa investe em conteúdo eletrônico para aplicações específicas no mercado brasileiro. Entre os desenvolvimentos da Continental ele cita o PASE, sigla para Passive Access and Passive Start. Tal conteúdo facilita o acesso ao carro e a partida do motor sem necessidade de chave. A empresa também aposta no aumento do uso de displays no painel de instrumentos.

Outro representante dos sistemistas foi Ricardo Takahira, gerente de Novos Negócios, Infotainment e Telemática da Magneti Marelli. O engenheiro, especialista em eletrônica avançada, recordou a importância do Brasil para a companhia, por ser único país em que estão todas as divisões da Marelli: iluminação automotiva, sistemas eletrônicos, powertrain, suspensões, amortecedores, sistemas de exaustão, componentes plásticos e módulos, mais peças e serviços de pós-venda.