
Com um programa intenso dirigido para melhoria da qualidade nas linhas de montagem e lançamento de seis novos veículos, Stoll foi beneficiado pelo período de bonança no mercado automotivo brasileiro. De volta à França, deixou para seu sucessor, Jean-Michel Jalinier, o desafio de enfrentar os efeitos da crise iniciada no último trimestre do ano passado. Com o lançamento do Symbol, produzido na Argentina, o novo presidente da empresa para a região cumpre os objetivos traçados pelo antecessor.
Produção de 700 mil veículos
O Complexo Ayrton Senna é composto por três fábricas: uma de veículos de passeio, uma de utilitários e uma de motores, com capacidade de produção de 200 mil veículos de passeio, 50 mil veículos utilitários e 400 mil motores por ano.
Cerca de 60% da área total de 2,5 milhões de m2 correspondem a mata preservada. A operação automotiva recicla 95% dos resíduos industriais e promove campanhas de redução do consumo de recursos naturais, juntamente com programas de reaproveitamento de águas de chuva.
No complexo são fabricados os automóveis Sandero, Sandero Stepway, Logan, Mégane, Mégane Grand Tour, Scénic e o utilitário Master. Além dos veículos fabricados no Brasil, a Renault comercializa no país os modelos Clio Campus, Kangoo, Kangoo Express e, agora, o Symbol, fabricados na Argentina, e Grand Scénic e Mégane Coupé Cabriolet, ambos importados da Europa.
A Renault do Brasil contabiliza a montagem de 700 mil veículos – entre modelos de passeio e utilitários – e mais de 1,43 milhão de motores. A empresa emprega 4.500 colaboradores diretos e gera, indiretamente, mais de 15 mil empregos. A estrutura compreende também dois armazéns de peças – um em Jundiaí (SP) e um em São José dos Pinhais (PR) –, um centro de treinamento à rede (em Jundiaí) e uma rede de 160 pontos de vendas.
Com a estratégia de desenvolver veículos próximo aos mercados em que são comercializados, a Renault inaugurou na capital paulista em 2008 o Design América Latina, primeiro centro de design da marca no continente americano, e o Renault Tecnologia América, novo centro de engenharia situado em São José dos Pinhais.
Em 2008 a empresa montou 115 mil veículos em Curitiba e comercializou 115.153 unidades no mercado interno, avançando 56% ante 2007 e registrando um desempenho de vendas quase três vezes superior à média do mercado. Em 2009, a marca comercializou 16.122 unidades nos dois primeiros meses do ano, crescendo 6,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Desde 1º de março, a Renault do Brasil é presidida por Jean-Michel Jalinier, que ocupa também a posição de Diretor Geral da região Mercosul. Ele substitui Jérôme Stoll, agora vice-presidente comercial do Grupo Renault e diretor geral da Região Europa. Stoll tem sob sua responsabilidade também a divisão mundial de veículos utilitários.