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Alumínio tem grande espaço para crescer no País

A demanda brasileira por alumínio tem crescido em média 8,6% ao ano e o setor de transportes é o segundo principal mercado consumidor do metal no País. A informação vem da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que acredita que 2014 tende a ser um bom ano para o consumo do metal, entre outros motivos, por causa do Inovar-Auto.
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Redação AB

27 jan 2014

2 minutos de leitura

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“Em média, em um veículo nacional, utilizam-se 50 quilos de alumínio. Isso é muito pouco quando comparado com a média norte-americana (154 kg) ou europeia (140 kg)”, explica o coordenador da comissão técnica e do comitê de mercado de transportes da Abal, Ayrton Filleti. O alumínio consumido na produção de carros brasileiros em 2013 foi basicamente aquele das peças fundidas, 95% desse material.

Filleti recorda que entre 2017 e 2020 as montadoras ganharão desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) se os carros fabricados apresentarem redução de 18,84% na emissão de gás carbônico por quilômetro rodado. A diminuição de peso dos veículos decorrente do aumento de uso de alumínio resultará em economia de combustível e queda de emissão de gás carbônico.

Entre os motivos para aumento da demanda nos próximos anos o executivo cita como exemplo uma próxima geração de motores Fiat com blocos de liga de alumínio em vez de ferro fundido.
A estimativa é que 70% do metal utilizado venha da reciclagem.

O ganho na exportação do alumínio na indústria automobilística também pode gerar saldo positivo para balança comercial. “O Brasil vai produzir 5 milhões de carros em 2017 (…) Um contingente será dirigido para exportação. Esses carros precisam seguir padrões internacionais e nisso está o maior uso do alumínio”, analisa Filleti.

Entre os dias 1º e 3 de abril a Abal promove no Centro de Exposições Imigrantes a Expoalumínio. Segundo Filleti, o evento pretende unir toda a cadeia e vai trazer compradores e fornecedores de mercados fortes de todo o mundo, especialmente da Europa e Oriente Médio. Entre as empresas confirmadas estão Alcast, Alumpar, CBA, CDA Metais, Fixadores Douglas, Giansun, Latasa, Miroglio-Sublitex, Hydro, Shockmetais, Tecbelt Feltros e Vesuvius.