
O veículo estava fora de linha por falta de um motor adequado ao Proconve P7, programa de controle de emissões em vigor desde janeiro de 2012, e por isso os pontos de venda Mahindra contavam apenas com picapes de cabine simples ou dupla. Acompanhe a entrevista ao executivo.
Automotive Business – A Mahindra vendeu pouco mais de 3 mil veículos no Brasil (3.197 unidades) desde que começou a montá-los aqui em 2007. Como manter uma rede com um volume tão baixo?
Sandre – Não dá, é o ponto básico. Queremos equalizar a rede. Muitos concessionários não são exclusivos, revendem Mahindra e seminovos, muitas vezes da própria Mahindra e de outras marcas com motor a diesel. A maioria está nas Regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
Quantas concessionárias a Mahindra teve e quantas são atualmente?
A marca chegou a 60 e hoje está em 40 unidades. A partir de janeiro haverá uma reavaliação e reestruturação da rede. Os concessionários terão de investir. Hoje o padrão é falho. Quero algo como estrutura de pós-venda, boxe individual e uniformes, por exemplo.
Mas isso pode provocar o fechamento de mais revendas…
Alguns devem sair e outros, entrar. Deveremos manter cerca de 40 unidades. (nota da redação: durante a entrevista, Sandre reconheceu a necessidade dos atuais revendedores de trabalhar com outras marcas).
Qual o volume de vendas esperado para o M.O.V. nos próximos meses?
Para 2015, a partir de janeiro, esperamos uma média mensal de 80 unidades do M.O.V. e outras 80 de picapes. Cinquenta por cento de nossas vendas são focadas em trabalho. Já vendemos pelo Finame e MDA.
E os tratores Mahindra, como andam?
Neste momento é o nosso melhor negócio por causa das linhas de financiamento; nossos tratores são voltados à agricultura familiar. Até o momento foram vendidos 500 tratores. Devemos fechar o ano com 700. A fábrica de Dois Irmãos (RS) tem capacidade para mil máquinas por ano.