Seu lucro líquido foi de € 1,9 bilhão, mais que o dobro dos € 896 milhões que havia registrado em 2012. Mas o faturamento total chegou a € 87 bilhões, apenas 3% maior do que o ano anterior. O lucro antes de impostos, de € 1 bilhão, menor que o líquido, comprova que a empresa teve ganhos mais significativos com outras operações que não foram provenientes das vendas de veículos, sua atividade principal.
Prova de que os negócios não caminham bem é que a Fiat já revisou para baixo suas expectativas para 2014. O grupo esperava para este ano lucro operacional entre € 4,7 bilhões e € 5,2 bilhões, mas reduziu as expectativas para € 3,6 bilhões a € 4 bilhões. Em 2013, o lucro operacional da companhia ficou em € 3,4 bilhões, 4% abaixo de 2012. A margem de lucro líquido esperada para 2014 é de € 600 milhões a € 800 milhões, o que representaria uma queda de até 34% em relação a 2013.
A região em que a Fiat mais avançou em 2013 foi Ásia-Pacífico. Seu faturamento por lá, impulsionado por altas nas vendas, saltou 48%, para € 4,6 bilhões. Na América do Norte, a receita do grupo cresceu 5% de 2012 para 2013, chegando a € 45,8 bilhões. Em compensação, na região que reúne Europa, Oriente Médio e África foi observada queda de 2%, para € 17,4 bilhões.
Na América Latina, liderada pelo Brasil, a receita da Fiat teve retração de 10% e chegou a € 10 bilhões. O lucro antes de impostos encolheu 41%, de € 1 bilhão para € 619 milhões em 2013. Foram vendidos na região 950 mil veículos das marcas Fiat e Chrysler, volume 3% menor que o de 2012. O Brasil sozinho, com 785 mil automóveis e comerciais leves vendidos, foi responsável por uma queda de 7%.
Durante teleconferência, Sergio Marchionne, CEO da Fiat e presidente e CEO do Grupo Chrysler, disse que a fraca atuação na América Latina foi motivada pela inflação de custos, maior concorrência do mercado e diminuição da rentabilidade nas operações na Venezuela. Os investimentos de mais de R$ 4 bilhões na fábrica de Goiana (PE), que deverá montar veículos Jeep em 2015 (leia aqui) também afetaram a rentabilidade da empresa na região.