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Mário Curcio, AB
Durante a programação de lançamento do Nissan Versa, Automotive Business conversou com a gerente de marketing e produto da companhia, Ana Serra. Depois de formar-se em jornalismo pela PUC de São Paulo, ela fez pós-graduação em marketing e seguiu essa carreira. Está há sete anos na Nissan, seis deles passados nos Estados Unidos. Falante, espontânea, ela se anima com as perspectivas para o novo carro.
Automotive Business – Já existe algo concreto sobre a montagem do Versa ao lado do March em Resende, RJ?
Ana Serra – Ainda não é certo, mas tudo é possível, até porque ele utiliza a mesma plataforma do March.
AB – Por que não trazer uma versão ainda mais simples, sem airbags e direção assistida, já que a intenção é vender? (o Versa começa em R$ 35.490 e traz direção elétrica e airbags para motorista e passageiro)
Ana Serra – Nós focamos os sedãs 1.6.
AB – Mas pode haver uma versão 1.0, assim como ocorre com March?
Ana Serra – Como disse, tudo é possível. Temos planos bastante agressivos para o carro.
AB – A Nissan já estaria desenvolvendo o carro com essa motorização?
Ana Serra – Não podemos falar sobre esse assunto (nesse momento, a expressão da executiva faz parecer que as possibilidades para o carro não se esgotam nas versões 1.6 apresentadas).
AB – O Renault Logan também está nesse segmento e vem tendo relativo sucesso. Teria havido alguma orientação por parte da direção do grupo (aliança Renault Nissan) para que o Versa não desse “cabeçada” com ele na briga pelos consumidores?
Ana Serra – Não, em momento nenhum. São empresas distintas e cada uma briga por seu mercado.
AB – Durante a apresentação do Versa vocês mostraram para nós um vídeo com consumidores pesquisados pela Nissan. Que carros eles tinham?
Ana Serra – Cinquenta por cento vêm de hatches como Gol e outros modelos 1.0, 1.6 e que tinham a intenção de partir para um sedã. Ouvimos também pessoas que já usam sedãs de entrada.
AB – O que eles desejavam para esse segmento? Que percepção eles tinham da marca Nissan?
Ana Serra – Eles queriam mais acessórios, mais segurança, como airbags, por exemplo. Os consumidores imaginam que carro japonês é para gente rica. Até pouco tempo, a Nissan cobria 23% do mercado. Com o March ela passou a 65%. Agora com o Versa cobre 83% dos segmentos (a publicidade do carro traz o mote “Agora todo mundo pode ter um sedã japonês).
AB – As suspensões e o motor do Versa foram adequados ao mercado brasileiro. Mas teve algum item de acabamento desenvolvido especificamente para o nosso mercado?
Ana Serra – Não, o produto que havia era esse. É um carro global. Nas pesquisas para o Brasil, percebemos espaço para mais acessórios, mais segurança.
AB – Durante essas pesquisas vocês mostraram o Versa para o consumidor? O que ele achou do desenho do carro?
Ana Serra – A receptividade foi boa, embora a amostragem tenha sido pequena.