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Redação AB
A Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) confirmou em seu balanço mensal a redução no ritmo das concessões de crédito para financiamentos de veículos novos e usados este ano. “A desaceleração é consequência das medidas macroprudenciais aplicadas pelo Banco Central em dezembro de 2010”, afirmou em nota Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.
O saldo total das carteiras de crédito para a aquisição de veículos fechou o mês de maio em R$ 193,1 bilhões, com crescimento de 16,8% ante o mesmo período de 2010, segundo dados do Banco Central divulgados pela Anef nesta terça-feira, 12. Apesar do resultado positivo, os números revelam desaceleração das vendas a crédito, pondera a entidade. Entre abril e maio o crescimento foi de 1,4%, número discreto quando comparado aos anos anteriores.
O saldo de financiamentos para aquisição de veículos representa 10,7% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,6% do total destinado a pessoas físicas.
Modalidades e juros
Na opção de financiamento por CDC (Crédito Direto ao Consumidor), houve alta de 10,6% em maio comparado ao resultado de 2010. Já o leasing manteve tendência de queda apresentada desde o início do ano. A baixa nas aquisições de veículos por meio desta modalidade foi de 33,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
A taxa média de juros praticada pelas associadas da Anef, mais direcionadas à aquisição de veículos zero-quilômetro, fechou no mesmo nível de abril, 1,6% ao mês (20,98% ao ano), contra 1,43% ao mês (18,58% ao ano) no mesmo período em 2010 – o que comprova o encarecimento do crédito após as medidas baixadas pelo BC.
Por outra pesquisa da Anefac (leia aqui), divulgada também nesta terça-feira, os juros médios para financiamento de automóveis baixaram de 2,42% em maio para 2,34% ao mês em junho (com declínio de 0,08 ponto porcentual). A diferença ocorre porque a média geral das financeiras é mais alta e inclui planos para compra de carros usados.
Inadimplência
De acordo com o levantamento da Anef, a inadimplência acima de 90 dias para o CDC foi de 3,6% em maio, refletindo tendência anormal de aumento para os meses de março a maio. Por outro lado, as curvas de inadimplência acima de 30 dias se estabilizaram nos últimos três meses, o que gera a expectativa, segundo a Anef, de que a piora nesse indicador tenha encontrado seu teto. Os planos de financiamento mantiveram o prazo médio de 44 meses.