Apesar disso, a organização diminuiu a projeção de crescimento da liberação de crédito este ano. A expectativa anterior, de crescimento de 8%, foi revisada para baixo, ficando em torno de 6%. Para a entidade, apesar do desconto na alíquota do IPI, que vai impulsionar as vendas, o crescimento da economia não vai atingir o ritmo esperado inicialmente.
A Anef aponta que, em abril, o saldo total das carteiras de financiamento para veículos seguiu em queda. O montante chegou a R$ 235,8 bilhões, com redução de 06% sobre março e de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2012.
A taxa média de juros praticada no período foi de 1,25% ao mês, com leve aumento para o mesmo patamar de dezembro, janeiro e fevereiro. A elevação da taxa Selic para 7,25% foi um dos fatores que impulsionou o aumento. A entidade aponta que as taxas são subsidiadas pelas montadoras e, portanto, menores do que as dos bancos de varejo. Os prazos médios dos financiamentos seguem em 42 de meses, ante 44 meses na mesma época de 2012. O prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.
A inadimplência, segundo a Anef, se manteve estável em 6,3% ao ano para os contratos CDC (Crédito Direto ao Consumidor) acima de 90 dias para pessoa física. Dado importante é que os atrasos nos pagamentos de 15 a 90 dias estão em queda, caindo de 10,1% há um ano para 8,6% em abril. Esse número é considerado um indicador da tendência de inadimplência.