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A Anfavea elevou para 620 mil unidades a projeção de veículos a serem exportados este ano pela indústria brasileira – o que representa um crescimento de 30,5% em relação a 2009.
Em valor as vendas externas devem alcançar US$ 12,4 bilhões. “O mercado está crescendo bastante na América Latina, recuperando o que foi perdido na crise. Argentina e Chile estão puxando esta alta”, explicou Cledorvino Belini, presidente da Anfavea.
Já foram exportadas mais de 422.227 unidades no acumulado de 2010, alta de 78,4% sobre 2009. Em valores, foram vendidos US$ 6,9 bilhões no exterior, crescimento de 65,9% na comparação com o ano passado. Em julho foi anotada uma expansão de 9,3%, para US$ 1,15 bilhão em negócios.
Apesar da alta significativa, a entidade alerta que a base de comparação é muito fraca, já que o volume exportado em 2009 foi baixo. As vendas externas também não alcançaram o ritmo pré-crise, quando o setor exportou US$ 8,135 bilhões entre janeiro e julho de 2008.
“As exportações já tiveram participação de 35% na produção nacional. Hoje este volume é de 20%”, esclarece Belini. O presidente também revelou que, apesar da constante melhora dos mercados externos, o volume ainda fica 300 mil unidades abaixo do recorde do setor.
Competitividade
O dirigente aponta a falta de competitividade como um dos principais responsáveis pela perda de espaço das exportações. Belini voltou a falar sobre o projeto para ampliar a competitividade da indústria nacional no qual a Anfavea está empenhada.
O plano está em fase de estudo, mas a entidade adianta que as melhoras devem abordar custos das matérias-primas, atração de investimento e a falta de profissionais qualificados para a indústria.
Belini destaca que o Brasil é o membro do Bric (bloco de países em desenvolvimento que inclui Brasil, Rússia, China e Índia) com maior tradição na indústria automobilística. “Estou certo de que o País tem capacidade para exportar não só produtos como também engenharia automotiva”, aposta.
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