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Anfavea aplaude escolha de novo ministro

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, aplaudiu o anúncio, na segunda-feira, 1º, do novo titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “Avaliamos que a escolha do senador Armando Monteiro Neto integrará as relações do governo com o setor produtivo em razão do seu amplo conhecimento dos desafios da indústria e das formas de aumentar a competitividade da indústria brasileira”, afirmou em nota Luiz Moan, presidente da Anfavea.
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Redação AB

02 dez 2014

3 minutos de leitura

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Monteiro Neto foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o lugar ocupado hoje por Mauro Borges, que permanece no MDIC até que sejam concluídas a transição e a formação da nova equipe. No mesmo dia em que foi anunciado para a pasta, o senador pelo PTB de Pernambuco, que já foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de 2002 a 2010, manifestou em seu primeiro pronunciamento oficial à imprensa, no Palácio do Planalto, preocupação com a perda de competitividade da indústria brasileira, com saldo comercial negativo e queda das exportações de manufaturados.

Monteiro adiantou que indústria e competitividade terão papel central na agenda do Ministério. “O crescimento das exportações depende crucialmente da agenda da competitividade, porque há um acirramento da competição em escala global, dada a queda do nível do comércio internacional”, salientou.

Desburocratização e simplificação do ambiente tributário, implementação de uma política de comércio exterior mais ativa e renovação do parque fabril foram citadas pelo futuro ministro como principais medidas de uma “agenda positiva de indução ao processo de desenvolvimento sustentável”. O estímulo à inovação e o aperfeiçoamento do sistema de governança também foram lembrados por Monteiro, assim como a necessidade da redução de custos sistêmicos.

“Não há como crescer mais sem que a indústria tenha dinamismo. Crescer pela indústria é sempre o melhor caminho”, afirmou o novo ministro. Ele ressaltou ainda que o avanço da produtividade é a garantia das conquistas sociais dos últimos anos, pois permitirá a “sustentabilidade do aumento dos salários” e o fortalecimento da demanda doméstica.

Sobre a política cambial, o futuro ministro admitiu que a valorização do real na última década concorreu para a perda de competitividade da indústria brasileira, mas disse que a situação será contornada. “Acredito firmemente na coordenação das políticas monetária e fiscal do próximo governo. Teremos realinhamento cambial, que se dará em condições naturais, sem nada que pareça movimento brusco ou que tenha caráter artificial.”

CARREIRA POLÍTICA

O novo ministro nasceu em 1952 no Recife (PE) e vem de uma tradicional família de políticos pernambucanos. Seu pai, Armando Monteiro Filho, foi ministro da Agricultura de João Goulart. O avô, Agamenon Magalhães, foi governador de Pernambuco. Antes de entrar na política, exerceu atividades como administrador de empresas, industrial e advogado.

Armando Monteiro Neto iniciou a vida política em 1990, filiado ao PSDB. Em 1997, deixou a legenda e filiou-se ao PMDB, partido pelo qual conquistou, em 1998, seu primeiro mandato de deputado federal. Em 2003, deixou o PMDB e vinculou-se ao PTB, reelegendo-se deputado federal em 2002 e em 2006. Em 2010, foi eleito senador por Pernambuco, na chapa liderada pelo então candidato a governador Eduardo Campos. Este ano, disputou o governo do Estado, mas foi derrotado em primeiro turno pelo candidato do PSB, Paulo Câmara.

No período em que presidiu a CNI, de 2002 a 2010, o senador acumulou a presidência do Sesi e do Senai. Antes, dirigiu o Conselho de Administração do Sebrae. Monteiro também foi presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Pernambuco.