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Redação AB
A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, considerou positiva a revisão do acordo automotivo entre o Brasil e o México, concluído na quinta-feira, 15 (leia aqui). Em comunicado, a entidade defendeu a importância de manter parcerias internacionais para promover as exportações brasileiras e a necessidade de preservar o livre comércio entre as duas regiões no futuro.
Depois de três reuniões, membros dos governos brasileiro e mexicano concordaram em estipular cotas de importações que valerão a partir de 19 de março. As compras de carros mexicanos não poderão superar US$ 1,45 bilhão no primeiro ano, US$ 1,56 bilhão no segundo e US$ 1,64 bilhão no terceiro. Os valores tomam como base a média dos três anos anteriores. A partir de 2015 será retomado o princípio de livre comércio.
Com isso, o Brasil resolve um dos problemas que motivou a renegociação da parceria, o desequilíbrio da balança comercial. Em 2011, enquanto foram trazidos US$ 2,1 bilhões em carros do México, o País exportou apenas US$ 500 milhões. O México concordou em abrir mão de uma fatia que chegou a US$ 700 milhões no ano passado em nome da manutenção da parceria.
Conteúdo regional
O aumento do conteúdo regional dos carros mexicanos é outra regra definida na renegociação. O índice deve saltar dos atuais 30% para 40% em cinco anos de forma escalonada. Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, avaliou que não faria sentido aumentar em 30 pontos porcentuais o IPI de veículos com baixo conteúdo regional e manter uma brecha com o México.