Sobre dezembro houve queda de 13,3%: apesar de o mês passado ter maior número de dias úteis, 22 contra os 19 dias úteis de dezembro, a média diária de janeiro caiu 25%, para 14,1 mil. O presidente da entidade, Cledorvino Belini, explica que a queda contra dezembro é sazonal. “Este janeiro foi atípico: tradicionalmente o mês é mais fraco que dezembro, quando as pessoas contam com o dinheiro extra do décimo-terceiro salário”, disse. Acrescenta-se a isso o IPI menor e o preço reduzido dos carros, que alavancaram as promoções de fim de ano.
O recorde de janeiro foi puxado pelo segmento de veículos de passeio, que inclui automóveis e comerciais leves: os licenciamentos somaram 297,1 mil unidades, alta de 17,6% sobre igual mês do ano passado. Este foi o melhor janeiro em vendas para o segmento. Sobre dezembro, a queda foi de 13,6%.
Já veículos comerciais – caminhões e ônibus – tiveram queda de 7,1% e 16,5%, respectivamente, sobre janeiro de 2012(leia aqui).
IMPORTADOS
A participação de veículos importados pelas montadoras associadas à Anfavea segue estável. Enquanto o índice de dezembro fechou em 21%, o de janeiro ficou em 21,8%. Há um ano, a fatia de importados nos licenciamentos era de 25,3%. Os importados representaram 20,9% do total de veículos novos vendidos no País durante todo o ano passado.
Este ano os níveis devem oscilar como em 2012, que apresentou índices entre 25,3% e 18,1%, mas em níveis maiores. Os motivos estão nas cotas de importação do Inovar-Auto, que permite à empresa que se habilita a importar até 4,8 mil unidades sem a sobretaxação de 30 pontos porcentuais no IPI.
PROJEÇÕES
A Anfavea projeta que haverá quebra do ritmo das vendas em fevereiro, devido ao feriado prolongado de carnaval, que afeta o resultado no fim do mês.
“A média diária pode cair e haverá quebra natural com o carnaval, mas em março seguramente haverá retomada”, disse Belini.
Para este ano, as projeções da entidade indicam vendas de 3,5% a 4,5% maiores que 2012, para 3,9 milhões de unidades, considerando todos os segmentos.
“Estamos confiantes e otimistas: acreditamos que com a expectativa de avanço da economia em todos os segmentos e o PIB maior, teremos condições de atingir esse crescimento. O grande desafio agora é bater a marca de 4 milhões de unidades”, acrescentou.
– Veja aqui os dados da Anfavea.
Assista abaixo à entrevista exclusiva de Cledorvino Belini a ABTV: