
Os números foram revelados em palestra dia 31 de agosto, durante o simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, promovido pela SAE Brasil em São Paulo.
A entidade mantém a estimativa de produção de 3,05 milhão de veículos este ano, incluindo caminhões e ônibus. “O aquecimento do mercado interno compensará a redução de 40 mil unidades nas vendas externas” – explicou Schneider.
Ele voltou a manifestar preocupação com a competitividade da indústria automobilística brasileira diante do excesso de capacidade de produção global e do apetite dos asiáticos pelo mercado doméstico brasileiro.
O executivo admite que nem mesmo a barreira de 35% representada pelo imposto de importação amenizará o volume de emplacamento de veículos estrangeiros, já que a relação cambial tem favorecido as compras externas. Os veículos importados representam atualmente 15,2% das vendas domésticas.
Para Schneider a preservação das conquistas da indústria automobilística brasileira depende de um esforço coordenado envolvendo diversas esferas do governo, a cadeia de produção e entidades setoriais.
“Embora a produção e o mercado automotivo brasileiro tenham conquistado a quinta ou sexta posição no ranking global, a situação pode ser deteriorar rapidamente em razão do fortalecimento de nossos competidores” – admite.