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Giovanna Riato, AB
O estudo sobre a competitividade da indústria automobilística nacional, que a Anfavea promete levar ao governo, deve sair ainda neste semestre. O levantamento pretende indicar quais são os gargalos e os entraves ao avanço da indústria automobilística nacional e é uma das principais promessas feitas por Cledorvino Belini quando assumiu a presidência da entidade, em abril do ano passado.
“Começamos o estudo entre novembro e dezembro e devemos finalizá-lo dentro de dois ou três meses”, comprometeu-se o executivo. Segundo ele, é necessário criar um pacote de estímulos ao setor, que pode buscar inspiração nas medidas emergenciais tomadas após o estouro da crise financeira, na segunda metade de 2008.
As ações ainda serão detalhadas com o estudo mas Belini adianta que um dos principais problemas é o alto custo da matéria-prima. “O aço ainda é cerca de 40% mais caro no Brasil”, afirma.
Outra desvantagem para as fabricantes instaladas no Brasil competirem é o alto custo do capital, que fica entre entre 10% e 12%. O presidente da entidade defende que o País precisa fugir de medidas protecionistas mas achar meios para competir mesmo com a moeda valorizada.
“O problema não é o avanço das importações mas a queda das exportações”, explica. As vendas externas representam hoje 13,2% da produção de veículos montados, volume que passava de 30% em 2005. Neste mesmo período, a participação das importações passou de pouco mais de 5% para 23,5%.
As exportações começaram o ano aquecidas, com avanço de 5,8% na comparação com dezembro e de 10,7% sobre janeiro do ano passado. Apesar disso, a balança comercial de veículos montados foi negativa no mês, com déficit de 26 mil unidades. Em 2010 o saldo foi negativo em 7 mil veículos.
