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Anfavea: governo ganha com redução do IPI. Ela vai continuar?

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paulo

04 mai 2009

2 minutos de leitura

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“O governo diz que não, mas vai ter que manter. Eu posso garantir que eles vão manter” – disse o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, à Folha de S. Paulo, durante a festa de 1º de maio, em São Paulo, referindo-se a uma prorrogação da redução do IPI na venda de veículos.

Outras vozes fazem coro à pretensão do Paulinho, que se estende também a outros segmentos além da indústria automobilística. Neste setor, em especial, há uma expectativa de resultados menores no segundo semestre sem o impacto de uma redução do IPI nas vendas de veículos.

Enquanto o governo fala em perda de arrecadação com a redução de IPI, dirigentes da indústria automobilística batem na tecla dos ganhos assegurados pelo aumento de volume nas vendas.

“O governo ganha” – assegurou Paulo Butori, presidente do Sindipeças.

A Anfavea fez as contas, considerando o que aconteceria com o recolhimento de impostos, com a redução do IPI e sem essa redução, entre 20 de dezembro e 31 de março. O resultado é um faturamento em impostos a mais de R$ 701 milhões com a redução do IPI. O quadro mostra o resultado, indicando as variações.

Se é assim, se todos ganham, inclusive o consumidor, por que não tornar definitiva a redução do IPI?

Uma das questões em jogo é a origem do estímulo às vendas de veículos. Até agora, ela veio do governo federal. Os governos estaduais apenas se beneficiaram de um maior recolhimento do ICMS – e pouco fizeram diretamente para estimular a comercialização.

Como os governos federal e estaduais têm bolsos diferentes, é de se esperar que haja pouco progresso para um entendimento nacional.

A redução no imposto garantiu a retomada das vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro quadrimestre. Os emplacamentos de caminhões, ônibus, motocicletas e máquinas agrícolas ainda patinam, na dependência de crédito e de uma retomada da economia.

A TABELA DO IPI

Carros de até 1.000 cilindradas

Alíquota zero (normal 7%)
Carros com motor 1 litro a 2 litros movidos a gasolina
6% (normal 13%)
Carros com motor 1 litro a 2 litros flex

5,5% (normal 11%)
Carros com motor acima de 2 litros
IPI mantido em 25% (gasolina) e em 18% para os flex
Picapes de até 1.000 cilindradas
1% (normal 8%)
Picapes com motor de 1 litro a 2 litros
4% (normal 8%)
Semi-reboques e reboques
Alíquota zero (normal 5%)
Motos até 150 cc
Cofins cai de 3% para zero