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Sueli Reis, AB
Os licenciamentos de veículos em fevereiro foram considerados favoráveis pela Anfavea, apesar de não apresentarem crescimento no comparativo mensal ou anual. Cledorvino Belini, presidente da entidade, salientou o resultado pelos cálculos da média diária. O executivo explica que, apesar da queda de 7% sobre janeiro, para 249,5 mil unidades, incluindo veículos comerciais pesados, o desempenho de fevereiro foi melhor que o do mês anterior, mesmo com três dias úteis a menos: a média ficou 7,7% acima da registrada em janeiro, para 13,1 mil unidades vendidas em cada um dos 19 dias úteis do mês passado, enquanto janeiro, com 22 dias úteis, vendeu-se 12,1 mil unidades por dia. “Em volume absoluto foi menor, mas a média diária foi superior.”
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Na comparação com fevereiro de 2011, as vendas recuaram 9%. Apesar deste resultado, Belini afirma que a Anfavea vê o ano com otimismo: “Os efeitos da redução de juros do IOF devem começar a aparecer, o que contribuirá para uma conjuntura mais positiva nos próximos meses”, disse.
Os licenciamentos do primeiro bimestre somaram 517,8 mil unidades, uma leve queda de 0,2% sobre mesmo período de 2011, o que para Belini representa um cenário de empate, já que ambos os períodos tiveram o mesmo número de dias úteis, 41. Ele aponta indicadores que influenciaram o mercado no período, como os juros, que em janeiro ficaram estáveis com relação a janeiro de 2011, a melhora no índice de confiança do consumidor e a inadimplência acima de 90 dias, que aumentou 2.7 pontos porcentuais, para 5,3% este ano. “A inadimplência para veículos continua abaixo do apurado para todos os bens, que está em 7,6%, e ela atingiu o seu limite, cuja tendência, segundo especialistas, é se manter neste patamar ou cair.”
A participação de veículos importados pela Anfavea fechou o primeiro bimestre em 24,9%. Os licenciamentos desses modelos aumentaram 8% sobre mesmo intervalo de 2011, para 129 mil unidades, enquanto que as vendas de modelos produzidos localmente recuaram 2,7%, para 389 mil.
A entidade manteve as projeções para o ano: espera aumento de 4% a 5% sobre 2011, para 3,7 ou 3,8 milhões de unidades, considerando crescimento do PIB entre 3% e 3,5%.
Assista à entrevista exclusiva com Cledorvino Belini, presidente da Anfavea: