
O executivo elencou os principais fatores que levaram o setor ao recorde de 2012, o principal deles, a redução do IPI para automóveis, concedida no fim de maio e prorrogada por mais duas vezes pelo governo, em agosto e em outubro, garantiu a retomada do mercado entre junho e dezembro.
Segundo Moan, a média diária de vendas neste período cresceu 30,6%, para 16,2 mil unidades por dia útil contra média de 12,4 mil unidades registrada entre janeiro e maio. Beneficiado pelo IPI menor, o segmento de automóveis encerrou o ano passado com alta de 6,1% sobre 2011, para vendas de 3,6 milhões de unidades, incluindo comerciais leves.
A nova taxa de juros das linhas do Finame BNDES para o financiamento de bens de capital por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que passou de 5,5% ao ano para 2,5% até 31 de dezembro, também foi apontada pela Anfavea como medida fundamental para o início da retomada de veículos pesados, principalmente caminhões, que sofreu com o aumento de preço devido à introdução de nova tecnologia para atender a legislação de emissões (Proconve P7). Apesar da ajuda, o segmento amargou queda de 19,5%, para 139,1 mil unidades. As vendas de ônibus caíram menos em 2012, 16,8%, para 28,8 mil chassis.
Atendendo a novo pedido das fabricantes, no início de dezembro, o governo anunciou a prorrogação de menores taxas do Finame PSI para 2013, que ficará em 3% ao ano neste primeiro semestre e 4% a.a. no segundo (leia aqui).
Outro benefício para caminhões incluído no pacote concedido pelo governo foi a depreciação acelerada para compras realizadas entre 1º de setembro e 31 de dezembro, que significou depreciação desses bens já neste ano e não mais em 48 meses. O vice-presidente da Anfavea disse que a entidade já entregou seu pleito ao governo pedindo a prorrogação da medida para 2013. “A regulamentação deve ser publicada provavelmente ainda este mês”, revelou.
CONTRAPARTIDA
Além de destacar as medidas que salvaram as vendas de veículos em 2012, Moan mostrou o efeito do IPI menor, que apesar do corte, não causou perdas aos cofres públicos: a média diária da geração global de impostos das vendas de automóveis no País aumentou R$ 10,1 milhões de junho a dezembro. Embora tenha ocorrido queda de R$ 19,3 milhões na arrecadação do IPI neste período, em PIS/Confins o setor registrou aumento de R$ 13,3 milhões, de R$ 12,9 milhões no ICMS e de R$ 3,2 milhões no IPVA.
Segundo o executivo, cerca de 10% dos tributos totais pagos ao País são gerados pela indústria automotiva. “Acredito que nosso papel para ajudar na melhoria da infraestrutura é gerar recursos e isso nós fazemos.”
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