
Pela proposta, os incentivos do programa são destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias, com respectivos estímulos para aquisição e criação de mercado, engenharia e nacionalização progressiva de componentes. As fabricantes de veículos pesados que quiserem participar devem obrigatoriamente estar habilitadas às regras do Inovar-Auto.
A Anfavea classifica as tecnologias a incentivar em oito tipos, que envolvem o uso de todos os combustíveis alternativos: biodiesel, diesel de cana, biogás, etanol, eletricidade, hidrogênio, diesel e gás.
Para os pesados, as tratativas são diferentes em relação aos incentivos pedidos para os carros elétricos, explica o vice-presidente da Anfavea, Marco Antônio Saltini: “As novas tecnologias de propulsão para pesados não se restringiriam ao veículo em si, mas sugerem avançar também nos combustíveis. Essa é uma tentativa de simplificar os complicadores. Ou seja, propomos uma série de tecnologias existentes no mercado mundial para, a partir disso, dar início a estudos por parte do governo de como viabilizar o desenvolvimento local, o que envolve políticas públicas, não só para montadoras, mas para toda a cadeia”, explica. “Por exemplo, o biodiesel, que já utilizamos numa proporção de 5%: Podemos aumentar? Em caso positivo, é necessário mudar a legislação, fazer ajustes. É uma maneira de agilizar e fomentar a produção local, mas sem importar, o que é diferente da proposta para leves, que num primeiro momento prevê incentivos para importar esses veículos que não são fabricados aqui.”
O executivo, também diretor de relações governamentais e institucionais da MAN Latin America, acrescenta que o projeto é um passo inicial para que governo estude quais tipos de facilitadores e quais medidas poderiam incentivar as tecnologias limpas para o mercado de caminhões e ônibus.
“O mundo inteiro está pesquisando novas tecnologias, que sejam melhores opções ambientais, econômicas e sociais. Se o Brasil quiser ser pioneiro, tem de investir desde já. E esse investimento deve ocorrer não só no produto em si, mas também na qualificação de mão de obra especializada e no desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais”, comentou em nota Luiz Moan, o presidente da Anfavea.