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Anfavea pede incentivo à tecnologia de caminhões e ônibus

Em um encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Fernando Pimentel, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, apresentou uma proposta para promover a maior utilização de tecnologias mais limpas para veículos comerciais pesados, como caminhões e ônibus, e fomentar o seu desenvolvimento no Brasil. O projeto denominado Novas Tecnologias de Propulsão para Veículos Pesados foi entregue ao ministro pelo próprio dirigente em reunião realizada na tarde de terça-feira, 26, na sede do BNDES, em São Paulo. Trata-se de um complemento de outro programa apresentado em julho pela entidade, dedicado incentivar veículos elétricos leves.
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Redação AB

26 nov 2013

2 minutos de leitura

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Pela proposta, os incentivos do programa são destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias, com respectivos estímulos para aquisição e criação de mercado, engenharia e nacionalização progressiva de componentes. As fabricantes de veículos pesados que quiserem participar devem obrigatoriamente estar habilitadas às regras do Inovar-Auto.

A Anfavea classifica as tecnologias a incentivar em oito tipos, que envolvem o uso de todos os combustíveis alternativos: biodiesel, diesel de cana, biogás, etanol, eletricidade, hidrogênio, diesel e gás.

Para os pesados, as tratativas são diferentes em relação aos incentivos pedidos para os carros elétricos, explica o vice-presidente da Anfavea, Marco Antônio Saltini: “As novas tecnologias de propulsão para pesados não se restringiriam ao veículo em si, mas sugerem avançar também nos combustíveis. Essa é uma tentativa de simplificar os complicadores. Ou seja, propomos uma série de tecnologias existentes no mercado mundial para, a partir disso, dar início a estudos por parte do governo de como viabilizar o desenvolvimento local, o que envolve políticas públicas, não só para montadoras, mas para toda a cadeia”, explica. “Por exemplo, o biodiesel, que já utilizamos numa proporção de 5%: Podemos aumentar? Em caso positivo, é necessário mudar a legislação, fazer ajustes. É uma maneira de agilizar e fomentar a produção local, mas sem importar, o que é diferente da proposta para leves, que num primeiro momento prevê incentivos para importar esses veículos que não são fabricados aqui.”

O executivo, também diretor de relações governamentais e institucionais da MAN Latin America, acrescenta que o projeto é um passo inicial para que governo estude quais tipos de facilitadores e quais medidas poderiam incentivar as tecnologias limpas para o mercado de caminhões e ônibus.

“O mundo inteiro está pesquisando novas tecnologias, que sejam melhores opções ambientais, econômicas e sociais. Se o Brasil quiser ser pioneiro, tem de investir desde já. E esse investimento deve ocorrer não só no produto em si, mas também na qualificação de mão de obra especializada e no desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais”, comentou em nota Luiz Moan, o presidente da Anfavea.