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Anfavea prevê alta de 13% para máquinas em 2017

Com a expectativa de uma boa safra, a Anfavea prevê um 2017 positivo para o setor de máquinas agrícolas, cujas projeções apontam para vendas de 49,5 mil unidades, crescimento de 13% com relação ao resultado de 2016, quando o setor atingiu as 42,8 mil unidades entregues ao atacado. Embora este volume represente queda de 4,8% sobre o ano anterior, o segmento reagiu e nos últimos seis meses vem apresentando um desempenho considerado positivo pelas fabricantes, sinalizando continuação deste cenário nos próximos 12 meses.
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Redação AB

05 jan 2017

3 minutos de leitura

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-Veja aqui os dados da Anfavea

-Leia também: Veja os resultados do setor automotivo em 2016

“Houve uma confirmação da tendência de crescimento em patamares aceitáveis para a atual produtividade brasileira, com o início de uma boa trajetória de vendas na metade de 2016, mas que não foi suficiente para evitar a queda no ano. A expectativa para 2017 é que o desempenho seja melhor”, afirma a vice-presidente da entidade, Ana Helena de Andrade, durante a divulgação dos resultados na quinta-feira, 5, em São Paulo.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, ressalta que o segmento agrícola é que impulsionou o bom resultado dos últimos meses, diferente do segmento de construção (máquinas rodoviárias), que sofreu quedas importantes, como a de 20% nos tratores de esteira e de 40% em retroescavadeiras. “As máquinas agrícolas é que fizeram a diferença: o agronegócio segue com expectativa positiva devido à boa projeção para a próxima safra de grãos e também pelos bons preços praticados para as commodities pelo mercado. Já as de construção é um setor que está parado; depende de investimentos em infraestrutura, que estão retraídos por conta dos limites dos gastos de estados e municípios”, argumenta.

O resultado de dezembro surpreendeu ao registrar alta expressiva de 84% sobre igual mês de 2015. Segundo Ana Helena, isto não teve relação com o anúncio do governo já no fim de 2016 que prevê realocar R$ 2 bilhões em recursos para a linha de financiamento Moderfrota (leia aqui).

“Este crescimento se deve a um dezembro de 2015 extremamente ruim e pelo fato de que não houve falta de recursos, como já aconteceu em outros dezembros. De fato, houve um retorno dos investimentos por parte dos agricultores. O governo também já sinalizou que o Pronaf [programa destinado à agricultura familiar] será retomado já no próximo dia 9 de janeiro; e o Moderfrota, com este reforço de recursos, vai permitir que as vendas avancem ao longo dos primeiros meses deste ano”, explica.

As exportações, que fecharam o ano passado com variação negativa de 5,7%, para 9,6 mil unidades, devem crescer 6% em 2017, para algo como 10,2 mil máquinas, estimam as fabricantes.

Acompanhando a alta do mercado e das exportações, a Anfavea espera acelerar as atividades nas fábricas e aumentar em 10,7% a produção do segmento em 2017, com um volume total de 59,6 mil máquinas. Em 2016, as linhas produziram pouco mais de 57 mil máquinas, queda de 4,1% no comparativo anual.