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2015

Anfavea projeta vendas estáveis no ano

A queda de 7,1% nas vendas de veículos no ano passado levou o mercado brasileiro a recuar ao mesmo nível de 2010, com quase 3,5 milhões de unidades emplacadas no País. Após o período difícil, a associação dos fabricantes, a Anfavea, decidiu seguir o “efeito manada” e também embarcou na aposta do crescimento zero em 2015. Mas Luiz Moan, presidente da entidade, avalia que a projeção é conservadora: “Nós acreditamos fortemente que os estímulos já dados ao crédito e a nova legislação de retomada rápida do bem em caso de inadimplência devem reaquecer os negócios”, disse o dirigente na quinta-feira, 8, durante a primeira reunião do ano com jornalistas, em que foram apresentados os números consolidados de 2014 e as previsões para este ano.
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pedro

08 jan 2015

3 minutos de leitura

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– Veja aqui os dados da Anfavea

Moan embasa sua confiança no aumento dos financiamentos de veículos concedidos na metade final de 2014. De setembro a novembro do ano passado houve expansão de 11% nas concessões de crédito para compra de carros na comparação com o período anterior de janeiro a agosto. “E esse crescimento ainda não inclui o efeito da nova legislação de retomada rápida do bem de inadimplentes, que foi aprovada no fim do ano e somente de agora em diante começa a trazer impactos positivos ao mercado”, avalia o dirigente.

A Anfavea também prevê que as vendas de carros fabricados no Brasil vão crescer. Isso porque a alta do dólar e a volta da alíquota cheia de IPI deve impactar mais fortemente o preço dos produtos importados, tornando os nacionais mais competitivos. “Mais de 1% do mercado deixará de ser abastecido por importados e passará a ser de carros feitos aqui”, projeta Moan. Segundo ele, a expectativa é que a fatia dos estrangeiros baixe dos 17,6% registrados em 2014 para 16% este ano. Isso significaria aumento de cerca de 2% nos emplacamentos de veículos brasileiros, ou 56 mil unidades a mais em comparação com o ano passado, e uma queda de 9% para os importados.

CRÉDITO X PREÇO

A esperança é que os níveis baixos de inadimplência – hoje em torno de 4% nos financiamentos de veículos – e a redução do risco trazido pela nova legislação aumentem o apetite dos bancos em conceder crédito, o que poderia compensar as esperadas elevações dos preços dos carros. Em 1º de janeiro deixou de existir o desconto de IPI sobre os veículos que desde 2012 vinha sendo renovado pelo governo. No caso de um modelo popular 1.0, por exemplo, a alta da alíquota é de 4 pontos porcentuais, o que encareceria em 4,5% o valor final ao consumidor, caso o fabricante faça o repasse integral do imposto maior.

Seja como for, os estoques devem garantir a manutenção dos preços ao menos até o fim de janeiro. Ao fim de dezembro os pátios das montadoras e concessionárias tinham 351 mil veículos à espera de compradores. Pelos cálculos da Anfavea, esse volume seria suficiente para cerca de 36 dias de vendas adiante, levando em conta as expectativas da entidade para os negócios neste mês.


Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea: