
– Veja aqui os dados da Anfavea
Em valores, a queda foi de 27%, passando de US$ 897,8 milhões em janeiro de 2014 para US$ 656,5 milhões no último janeiro, o pior resultado dos últimos três anos, pelo menos.
“É um começo difícil com as exportações; sofremos os reflexos desta queda do mercado argentino. Com isso estamos dando continuidade às reuniões para abertura de novos acordos com outros mercados, como a Colômbia”, afirma Luiz Moan, presidente da Anfavea. “Após uma reunião na semana passada, acredito que em até dez dias, antes mesmo do carnaval, devemos entregar a ambos os governos – Brasil e Colômbia – um consenso sobre o acordo que pretendemos com empresas do setor privado”, disse sem detalhar o tipo de acordo que as montadoras planejam para aquele mercado.
Moan informou ainda que também espera obter nos próximos dez dias uma posição do governo brasileiro para definir um novo acordo com o México, com quem mantém desde 2012 política de cotas sem cobrança do imposto de importação e cujo prazo termina no próximo mês.
Os novos acordos bilaterais são parte do pacote de medidas dentro do Exportar-Auto, proposta entregue pela Anfavea ao governo brasileiro em dezembro de 2013 com apontamentos que podem melhorar a competitividade da indústria e melhorar o desempenho das exportações.
“Estamos em constante diálogo com o governo para implementar as medidas do Exportar-Auto, que contam com mais de 50 ações destinadas não só ao segmento automotivo, mas que podem ser oferecidas a outros setores da economia”, lembra Moan.
Entre as medidas, o presidente da Anfavea cita a defesa da entidade pelo Reintegra em caráter permanente e não da forma atual, com renovações atuais. “Todo programa com foco nas exportações deve ser pensado para o longo prazo. Pedimos ao governo brasileiro não só a simplificação das medidas para exportações, mas também previsibilidade, desta forma teremos condições de melhorar nossa competitividade.”
Moan também citou a expectativa de que as medidas de ajustes na economia brasileira possam surtir efeito quanto à volatilidade do dólar. “Quando registramos recorde de exportações em 2005, o câmbio era de R$ 2,90. No ano passado, o dólar fechou em R$ 2,31. Tivemos 10 anos de aumento nos custos e sem incentivos às exportações, cenário em que é impossível manter competitividade.”
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea: