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Anfavea quer novos acordos para elevar exportações

A Anfavea aposta no estabelecimento de novos acordos comerciais para ampliar as exportações de veículos. A associação dos fabricantes do setor aponta estar trabalhando com o governo brasileiro para que novas parcerias sejam estabelecidas. “Primeiro vamos buscar entendimento com outros países da América do Sul. A próxima etapa será o continente africano”, revela Luiz Moan, presidente da organização.
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Giovanna Riato

06 ago 2014

2 minutos de leitura

-Veja aqui os dados da Anfavea

Além de ampliar o volume de carros brasileiros exportados, o estabelecimento de novos acordos comerciais pretende também reduzir a dependência da indústria brasileira do mercado argentino, que absorve cerca de 75% do total de veículos vendidos pelo Brasil no exterior.

Com a queda da demanda do país vizinho em 2014, a indústria nacional viu as exportações minguarem 35,4% entre janeiro e julho na comparação com igual intervalo do ano passado, para 204,1 mil unidades. Em valor a retração foi um pouco menor, de 24,5%, para US$ 7,02 bilhões.

O mês de julho esboçou recuperação. Foram vendidos no exterior 34,2 mil carros brasileiros, com evolução de 40,2% na comparação com junho, mas ainda assim baixa de 36,7% sobre julho de 2014. O faturamento chegou a US$ 1,02 bilhão, com crescimento de 19,7% na comparação mensal e queda de 32,2% na anual.

Moan aponta o mercado argentino como grande responsável pelo aumento dos negócios no mês passado. Depois da renegociação do acordo automotivo com o país, que reestabeleceu as exportações e importações, a demanda da região voltou a se aquecer. “Houve crescimento do mercado argentino em junho e em julho. Se isso continuar as nossas exportações devem crescer”, avalia.

O executivo aponta que a relação da indústria automotiva brasileira com a argentina vai além de um simples acordo comercial. Segundo ele, os dois países mantêm “integração produtiva que envolve também a cadeia de autopeças.” Moan espera tirar ainda mais proveito da relação com o país. O projeto dele é, ao lado dos governos brasileiro e argentino, buscar parceria comercial com a Europa. “Economias com esse nível de interação podem negociar em conjunto acordos com outros mercados”, defende.

A expansão das parcerias na área automotiva é aspecto essencial do Exportar-Auto, plano para acelerar a venda de veículos brasileiros em outros mercados entregue pela Anfavea ao governo federal. O objetivo é alavancar as exportações para 1 milhão de unidades por ano. Esta é uma das principais ambições de Moan como presidente da associação.

Até o momento, no entanto, a indústria brasileira parece ter poucas condições para alcançar o ousado objetivo. O governo federal ainda não bateu o martelo sobre o Exportar-Auto e a Anfavea projeta que 2014 termine com baixa de 29,1% nas exportações, para 401 mil unidades.

Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea: