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Anfavea responde à Nota Verde com dados no site

Como já havia antecipado o presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, Henry Joseph Jr., a entidade que representa os fabricantes de veículos automotores passa a publicar em seu website os dados de emissões fornecidos pelas montadoras.
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23 set 2009

3 minutos de leitura

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A iniciativa é uma resposta à iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, através do Ibama, de divulgar a Nota Verde, que envolve a média das emissões de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio, medidos em testes de produção e comparados aos valores máximos de emissões permitidos em legislação específica do Proconve. O indicador de CO2 envolveu apenas os carros a gasolina.

O Ibama considerou que a Nota Verde e o indicador de CO2 colocados à disposição do mercado ajudam o consumo consciente ao possibilitar comparar os automóveis e seus níveis de emissão de poluentes controlados. Antes, os tradicionais parâmetros de escolha restringiam-se a marcas e modelos, potência, consumo e tipo de combustível.

Resposta da Anfavea

Logo após a divulgação da Nota Verde a Anfavea anunciou que apóia conceitualmente a divulgação de dados relativos a emissões de veículos, como forma de dar à sociedade transparência de informações dentro de uma visão de sustentabilidade.

Segundo a entidade, no entanto, a elaboração de escala para classificação de níveis de emissões merece maiores análises técnicas no que se refere a critérios e ponderações utilizados, tendo em vista maior clareza e a exata realidade dos resultados.

A Anfavea registra que a adoção, como critério, dos níveis de emissão obtidos a partir do controle de produção na fábrica (tomando-se como base os veículos zero quilômetro produzidos) leva a distorções quanto à fidelidade dos resultados de classificação.

Entre as distorções causadas pelo critério de utilização de dados de emissões do veículo em linha de produção, foram indicadas as seguintes:

* O veículo ainda não foi amaciado, o que gera alta dispersão dos resultados; a média de emissão, em consequência, é mais alta, quando comparada ao veículo homologado e em campo;

* Quando se trata de família de veículos o fabricante pode fazer a medição na produção com base no veículo de maior tamanho. Dessa forma, assumir esse resultado para outro veículo menor da mesma família distorce o resultado obtido.

A Anfavea pondera ainda que o critério utilizado pelo MMA e Ibama, de apresentar veículos produzidos em 2008, também pode colaborar para a distorção dos resultados, quando se sabe que em janeiro de 2009 entrou em vigor, para veículos leves do ciclo Otto (gasolina e álcool), nova etapa do Proconve, mais rígida.

A partir dessas ponderações, a entidade decidiu colocar em www.anfavea.com.br os dados de homologação de emissões, que considera representativos da realidade de utilização regular dos veículos em comercialização.

Os dados da Anfavea

Os modelos constantes das tabelas apresentadas pela Anfavea referem-se aos veículos produzidos ou importados pelas suas associadas. As informações serão atualizadas bimestralmente.

Estão na relação veículos leves e pesados. Para leves, os valores de emissões informados são os da homologação, pelo Ibama, dos veículos leves em comercialização no Brasil, e consideram a deterioração de 80 mil quilômetros de uso.

Os valores correspondem à fase L5 do Proconve, vigentes desde primeiro de janeiro. Para veículos flex são informados os valores de emissões relativos ao uso de etanol e de gasolina.