“O problema é fundamentalmente crédito”, disse o presidente da associação, Cledorvino Belini. “Os bancos estão mais cuidadosos por causa do aumento da inadimplência, que passou de 2,5% para 5% (levando em conta atrasos de mais de 90 dias) desde o fim do ano passado”, declarou.
Para o dirigente da Anfavea, o travamento do crédito foi um dos motivos para o aumento do período de estoque dos veículos. Atualmente, informou ele, os caminhões ficam de 45 a 50 dias no pátio das fábricas e das distribuidoras, e os carros levam de 40 a 45 dias para serem vendidos depois de saírem da linha de montagem.
Belini avalia que a redução de juros pelos bancos dará impulso às vendas de carros. “Assim que a inadimplência cair, a situação do crédito vai se normalizar e as vendas voltarão a subir”, acredita. Em relação aos caminhões, no entanto, Belini disse que as perspectivas não são muito otimistas porque a demanda sofre forte influência da desaceleração da economia.
O segmento também passa por um momento de transição para a nova norma de emissões Euro 5, ou Proconve P7, que tornou os veículos mais caros. O presidente da organização indica que a procura pelas linhas do Finame está abaixo da esperada.