Pelas condições atuais, é possível financiar parcelas maiores do valor do implemento. A questão é que, neste caso, o crédito fica mais caro, com importante custo adicional no contrato. A entidade calcula que, nestas condições, o empréstimo alcança taxa de juros de 18%, bem acima da alíquota normal, calculada com base na TJLP, a Taxa de Juros de Longo Prazo.
O modelo que a Anfir gostaria que entrasse em vigor deveria manter as mesmas condições mesmo para o financiamento de parcela mais elevada do valor do implemento. Neste caso, seria possível cobrir 80% a 90% do montante com juros que incluiriam a TJLP, spread bancário e a comissão do agente financeiro, o que totalizaria entre 12% a 13% ao ano, segundo calcula a entidade.
O posicionamento da organização está alinhado com o defendido por uma série de fabricantes de caminhões. Uma delas é a MAN Latin America. Roberto Cortes, CEO da empresa, já declarou que o financiamento do BNDES deveria cobrir 100% do valor do bem.