
As perspectivas da Anip para 2022 apontam um mercado total de vendas de pneus de 60,3 milhões de unidades. Caso esse número se concretize, representará discreta alta de 6,3% em relação a 2021, quando foram negociadas 56,7 milhões de unidades. Mas se comparado ao mercado pré-pandemia, o aumento será de apenas 1,3% – em 2019, o segmento anotou 59,5 milhões.
Perspectivas positivas para os pesados
Para a Anip, o mercado de veículos pesados deve representar um pico em 2022, com mais de 2 milhões de unidades vendidas para montadoras, volume puxado especialmente em decorrência do Proconve. No segmento de reposição, são esperadas 6,3 milhões de unidades.
Com 8,4 milhões de unidades no acumulado, as vendas de pneus na categoria de pesados representariam crescimento de 5% em relação ao recorte de 2021.
Ritmos diferentes no segmento de passeio
Já o mercado de equipamentos originais para automóveis de passeio terá uma retomada mais lenta, segundo as projeções da associação. O crescimento será de 4,7% (7,8 milhões) na comparação com 2021, enquanto o setor de reposição deve ter aumento mais significativo, de 13% (25,1 milhões) em comparação com o ano passado..
Para a categoria de comerciais leves, a previsão é de chegar a 3,7 milhões de unidades para vendas para as montadoras e superar o pico histórico de 2021, o que significaria uma evolução de 23%. Já o mercado de reposição para estes tipo de veículo tem previsão de alta discreta de 7,5%, com 5,7 milhões.
“A retomada se dará principalmente pelo volume de vendas para o segmento de veículos pesados, que deve ser puxado pela próxima fase do Proconve, e por uma melhora nas vendas no segmento de veículos leves no mercado de equipamentos originais”, aposta Klaus Curt Müller, presidente executivo da ANIP.
Em relação ao mercado de motocicletas, a Anip só considerou o mercado de reposição – a justificativa foi a “limitação de acesso aos dados”. Desta forma, a expectativa da associação é de baixa nas vendas, com 8,5 milhões de unidades em 2022 – 1,2 milhão, ou 16% a menos quando comparado com o ano de 2021.
Ritmo de produção ainda pode interferir
Apesar das perspectivas positivas, a Anip ressalta que vários fatores podem interferir nas projeções. Entre eles, a a crise dos semicondutores, que tem afetado a produção de diversas fábricas no Brasil – recentemente foi a Volks, em São Bernardo do Campo (SP).
“Temos algumas variáveis que podem frear o crescimento da indústria em 2022, como a falta de semicondutores, a alta na taxa de juros no país, a alta no preço dos combustíveis, a inflação, que atua diminuindo o poder de compra dos consumidores, e até mesmo um novo isolamento social”, analisa Müller.
A associação também fez as projeções para os anos de 2023 e 2024, com números próximos às 60 milhões de unidades vendidas. O cálculo se baseia em uma expectatova de arrefecimento das vendas no segmento de carga, que será “compensado”, segundo a entidade, com a continuidade da retomada do segmento de veículos leves.