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Ante concorrência externa, Toyota prega competição justa

Montadora prega que correções sejam com frequência para manter equilíbrio no mercado interno
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Bruno de Oliveira

06 jun 2024

2 minutos de leitura

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A invasão chinesa de veículos elétricos no mercado brasileiro fez com que o governo aumentasse o imposto de importação para equilibrar a concorrência dessas empresas com aquelas que mantém produção no país.

A alíquota máxima de 35% para híbridos plug-in e elétricos puro que estará valendo em 2026 parece não ter representado uma ferramenta à altura da preocupação das montadoras locais.

A Toyota, por exemplo, afirma que o Programa Mobilidade Mover (Mover), tornou o ambiente mais parelho entre os competidores, uma vez que equilibrou a disputa em quesitos técnicos.


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Por outro lado, a montadora, que anunciou R$ 11 bilhões no país na esteira da aprovação da nova política industrial, prega que correções das distorções tem de ser feitas com frequência pelo estado.

“A competição tem que acontecer em bases de igualdade em termos de tributos e incentivos. O Mover equilibrou a competição em muitos aspectos, fez algumas correções que precisam ser feitas de tempos em tempos”, disse na quarta-feira, 5, o presidente Evandro Maggio.

Essa preocupação com o equilíbrio, mesmo após a retomada do imposto de importação, de certa forma vem crescendo na indústria na medida em que as vendas de modelos importados segue crescendo apesar da barreira.

Segundo dados da Anfavea, a associação que representa as montadoras, no primeiro trimestre do ano foram emplacados no país mais de 14 mil veículos eletrificados importados, volume 73% maior do que todo o volume vendido no segmento em 2023.

Vale lembrar que o imposto de importação passou a valer com alíquota mínima de 12% e 10%, para híbridos e elétricos respectivamente, em janeiro.

Alíquotas se elevam ainda mais em julho

Essas alíquotas sobem para 20% e 18% em julho, com a expectativa de que o volume de importados no total de vendas de veículos no país estacione em patamar que a indústria local considera como equilibrado.

Por outro lado, ganha corpo dentro da indústria o discurso de que talvez isso não aconteça, apesar da elevação gradual do tributo, que nasceu como uma espécie de trava às importações que protege a indústria nacional.

O que se comenta é que talvez a alíquota de 35% não se mostre efetiva nesse objetivo uma vez que as montadoras chinesas, por exemplo, seguem lançando modelos no país a preços extremamente competitivos.

No futuro, defendem esses interlocutores do seto, é possível que haja a defesa de uma revisão dessa alíquota — mesmo que, dentro de alguns meses, parte desse competidores já terá estabelecido produção local.