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“O apagão logístico do qual tanto se fala começa a dar sinais em diversos pontos do supply chain” – admite a consultora Letícia Costa, da Prada Assessoria, que reconhece a vulnerabilidade da infraestrutura na área de transporte, portos e aeroportos. Ela entende, também, que a cadeia de suprimentos automotiva é longa e demora a reagir quando a demanda cresce, agravando o abastecimento de autopeças e montadoras.
Os problemas na área de veículos comerciais começam desde o abastecimento de insumos para as empresas de autopeças, como já havia antecipado Arnaldo Iezzi Jr., diretor geral da fabricante de turbos BorgWarner a Automotive Business recentemente. Ele reconhece que existe grande pressão para atender os compromissos: “Os fornecedores trabalham com todos os recursos disponíveis. Aumentos de preços em cascata são um dos efeitos do stress nos negócios, incluindo avanços nos custos de matérias-primas e ganhos trabalhistas.”
Mario Massagardi, diretor da Bosch em Curitiba, compartilha dificuldades semelhantes em obter aços e componentes, já que a escassez de matérias-primas essenciais se soma a grandes dificuldades logísticas no transporte aéreo – especialmente quando se trata de insumos vindos do exterior.
Mauricélio Faria, gerente de logística da Fiat Automóveis, também confirmou a existência de obstáculos logísticos que vão desde a burocracia e lentidão na retirada de cargas nos aeroportos até a área de transporte. “É um engano imaginar que a carga aérea consiga abreviar de forma significativa a espera pelas encomendas. Entregas corriqueiras, mas importantes, podem exigir duas semanas para o desembaraço” – disse o executivo, que enfrenta também gargalos nas estradas para entregar os veículos da marca em diversos pontos do País.
Um dos problemas crônicos do setor de autopeças são rolamentos, que escasseiam no aftermarket e na entrega a fabricantes de produtos como bombas d’água.
Não são apenas os fabricantes de veículos fora de estrada, como a Randon, que enfrentam desafios para encontrar pneus e entregar seus produtos estacionados nos pátios. Situação semelhante ocorre com transportadoras na reposição dos pneus para caminhões. Entre as explicações para a falta do produto estão a demora na reativação nas linhas de fabricação e o imposto antidumping, que limita as importações chinesas.
Artigo no Estadão desta sexta-feira adverte para a existência de filas na compra de caminhões novos e congestionamentos nos portos em funções do aumento de importações e embarques.
Foto: Letícia Costa, da Prada Assessoria.