
A falta de insumos na indústria automotiva ultrapassou a fronteira dos componentes tecnológicos e mecânicos. A crise de componentes faz faltar até símbolos, como o tradicional logo da Ford.
O problema afetou o veículo mais vendido dos Estados Unidos e do Mundo: a gama de picapes F-Series – que, em fevereiro, atingiu a marca de 40 milhões de unidades vendidas em toda a história. Segundo o “The Wall Street Journal”, faltam o símbolo oval e as placas de identificação na linha de montagem do modelo da Ford nos EUA.
Logo da Ford: Problema está no fornecedor
A publicação estadunidense diz que a Tribar Technologies, empresa de Michigan responsável pelo fornecimento do logo para a Ford, teve que limitar suas operações em agosto. Desta forma, a montadora não teria recebido as peças que vão na carroceria e no volante.
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Os problemas na operação da Tribar, contudo, não teriam causa logística. Mas sim porque as agências reguladoras do referido estado norte-americano descobriram o despejo irregular de produtos químicos industriais em um sistema de esgoto local pela companhia. Ainda de acordo com o “The Wall Street Journal”, nenhuma das partes envolvidas se pronunciou a respeito.
Falta de veículos e prejuízo
Na última segunda-feira, 26, contudo, a Ford revelou que a escassez de peças (entre semicondutores, chicotes elétricos e matérias-primas) afetou a produção. A marca fala entre 40 mil e 45 mil picapes e SUVs que não foram entregues às concessionárias dos EUA só na última semana.
A Ford também estima em US$ 1 bilhão os custos extras inesperados com fornecedores durante este terceiro trimestre de 2022. Ao mesmo tempo, a fabricante diz que prepara um plano para reestruturar sua cadeia de suprimentos global.