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Automotive Business

Empresas se esforçam, mas presença feminina no setor automotivo não cresce desde 2017

Onde estão as mulheres no setor automotivo? Apesar de esta ser a maior preocupação das empresas quando se trata de diversidade, a participação feminina não mudou desde 2017: está estacionada em torno de 20% no quadro de colaboradores. Os dados são da terceira edição do estudo Diversidade no Setor Automotivo 2021, feito por Automotive Business com coordenação técnica de MHD Consultoria.
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natalia

01 dez 2021

3 minutos de leitura

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Este texto integra o especial Diversidade no Setor Automotivo

VEJA TAMBÉM:

> Presença de profissionais negros no setor automotivo cresce 138% em dois anos
> Baixe aqui o relatório Diversidade no Setor Automotivo 2021


 

 

Naquele ano, as mulheres representavam 21% do quadro de colaboradores do setor. Em 2019, caiu para 20% e, neste ano, para 19%. Na liderança, a representatividade das mulheres na liderança é ínfima: apenas 0,6% em relação ao total de colaboradores.

O estudo revela um funil hierárquico entre homens e mulheres no qual a maior equidade entre os gêneros é nos cargos de aprendizes, trainees ou estagiários. A desigualdade é evidente conforme os cargos ficam mais elevadosde ascensão, do quadro funcional até a alta liderança. No conselho, apenas 16% são mulheres,  há 12% de participação feminina na presidência e vice-presidência e 16% em posições de diretoria.

A boa notícia é que há perspectivas de mudança. Em 45% das empresas há metas para aumentar a participação de mulheres nos cargos de liderança. Em 79% há ações para garantir equidade de oportunidades entre os gêneros e 47% das empresas têm programas estruturados para a equidade de gênero.

Elas estudam mais e ganham menos

Apesar das mulheres estudarem mais, a pesquisa mostra que a média salarial feminina é 15% inferior à masculina. Houve evolução em relação ao estudo de 2019, quando a média delas era 23% menor do que a dos homens.

Na liderança, no entanto, a diferença é grande: a média salarial feminina é 45% inferior à masculina. A desigualdade salarial é uma barreira para melhorar a atratividade, a inclusão e a retenção de talentos femininos, principalmente nos cargos de decisão.

Mais da metade da força de trabalho feminina está concentrada nas áreas de produção e manufatura. Mas também ocupam cargos nas áreas de marketing e vendas ou compras, suprimentos e logística e recursos humanos. Apenas 5% estão em engenharia e P&D.

Maternidade

A principal ação das empresas para o equilíbrio da vida pessoal e profissional é a licença parental e o apoio à primeira infância. Em 2021, 35% das empresas aderem ao programa Empresa Cidadã, que garante extensão da licença maternidade para 6 meses e da paternidade para 20 dias. Já 6% concedem licença superior ao programa e 2% oferecem licença igualitária para pais e mães.

Mais da metade das empresas também contam com benefícios, creches e outras medidas de apoio à primeira infância e iniciativas de facilitação à amamentação. No entanto, apenas 26% têm medidas com foco na retenção de mulheres que retornam da licença maternidade.

Na terceira edição do estudo, participaram 84 empresas de pequeno, médio e grande porte. Para trazer a representatividade do segmento, o levantamento abrange os diferentes elos do ecossistema automotivo, com as fornecedoras de autopeças como o maior volume de respondentes, seguidas das montadoras – algo que expressa a própria distribuição das empresas na indústria automotiva.