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Após 28 dias e 15 mil carros fora das linhas de montagem, greve na Renault está perto de um desfecho no Paraná

Manifestação dos trabalhadores paralisou unidade de São José dos Pinhais (PR) e irá a julgamento no TRT em breve
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Bruno de Oliveira

03 jun 2024

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A greve dos trabalhadores da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) completa 28 dias nesta segunda-feira, 3, e a expectativa é de que haja um desfecho na terça-feira, 4.

De acordo com a montadora, está agendada para ocorrer na data um julgamento no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR). Na oportunidade, um colegiado será formado para decidir se a manifestação do funcionários é legal.


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Em decisão proferida em 17 de maio, a Justiça do Trabalho impôs multa diária ao sindicato dos metalúrgicos que representa a classe, e classificou o ato como “comportamento censurável”.

Até o momento, segundo a Renault, 15,5 mil veículos deixaram de ser produzidos na unidade por causa da paralisação promovida pelos trabalhadores.

A paralisação aconteceu por divergência no pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2024.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a Renault se comprometia a pagar a primeira parcela da PLR, no valor de R$ 18 mil, até o dia 10 de maio, e continuar a negociação do valor da 2ª parcela e da data base com o sindicato.

Os funcionários, ainda de acordo com o sindicato, reivindicam uma proposta que já contemple a PLR com valor total mais a data base com aumento real nos salários e no vale mercado. 

Na fábrica paranaense da montadora são produzidos os modelos Kardian, Kwid, Duster, Oroch e o utilitário Master, além de componentes para motores.