
Tudo isso pode estar chegando ao fim, entretanto. A General Motors anunciou que pretende retomar a produção em série do Bolt em abril. A culpa pelo longo período de parada foi colocada na falta de baterias novas, já que as que estavam sendo fornecidas estavam sendo usadas para trocar as defeituosas no recall.
A montadora não acredita que terá resolvido todas as pendências do recall até abril, porém se diz confiante de que conseguirá equilibrar as duas demandas naquele mês, voltando a poder vender novas unidades.
As baterias do LG são apontadas como a causa do problema de fogo nos Bolts por serem sujeitas a sobrecargas. Como o recall atingiu todas as linhas do modelo já produzidas até hoje, de 2017 a 2022, a fabricante se comprometeu a pagar US$ 1,9 bilhão à montadora para cobrir as despesas da iniciativa, cujo custo total é estimado em US$ 2 bilhões.
Durante esse período de recall, a GM também tomou medidas como atualizar o software do computador de bordo para impedir a sobrecarga da bateria e pedir aos clientes que não deixem o carro recarregando de madrugada e nem estacionem dentro de garagens enquanto carregam.
Apesar da notícia da retomada da produção do Bolt, que inclusive vai ser lançado no Brasil este ano, muitos especialistas acreditam que o modelo está com os dias contados, devendo ser substituído pelo Blazer e pelo Equinox.