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Após Nissan, Mitsubishi também tira Ghosn do conselho

Executivo foi preso e enfrenta acusações de sonegação fiscal e uso indevido de verbas
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Redação AB

26 nov 2018

2 minutos de leitura

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Após a Nissan remover Carlos Ghosn da presidência de seu conselho de administração na semana passada, foi a vez de a Mitsubishi fazer o mesmo na segunda-feira, 26. A Renault também afastou o executivo de suas funções executivas na empresa, mas temporariamente. As três empresas são sócias na Aliança Renault Nissan Mitsubishi e tinham o mesmo chairman, que está preso no Japão desde o último dia 19, acusado de sonegação fiscal por informar ganho abaixo do real (leia mais aqui).
A Nissan também acusa Ghosn de se apropriar de verbas indevidas e fazer uso de fundo de investimento da companhia para fins pessoais (compra e reforma de imóveis em Amsterdã, Paris, Rio de Janeiro e Beirute, segundo noticiaram jornais japoneses).
Ghosn está preso em Tóquio juntamente Greg Kelly, outro membro do conselho da Nissan acusado de idealizar e acobertar os desvios levantados em investigações internas da companhia japonesa. Isolados desde então, nenhum dos dois teve a oportunidade de se defender publicamente. Em audiência com a promotoria no fim da semana passada, o executivo teria negado todas as acusações, segundo fontes não identificadas citadas pela rede pública de TV NHK.
Filho de pais libaneses, nascido no Brasil e cidadão francês, Ghosn é acusado de ter omitido metade dos 10 bilhões de ienes (cerca de US$ 89 milhões) recebidos em remunerações como CEO e chairman da Nissan desde 2011. Mas, segundo o jornal Asahi, os procuradores poderão abrir um novo processo por sonegação de outros 3 bilhões de ienes (US$ 26,5 milhões) desde 2015, elevando assim o valor não declarado para 8 bilhões de ienes (US$ 70,5 milhões).
Caso seja julgado culpado, Ghosn poderá ser condenado a penas de 10 anos de prisão e pagamento de multas. Não se sabe ao certo até quando as autoridades japonesas vão manter o executivo preso e incomunicável. Inicialmente foi ordenada a detenção por 10 dias.