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Apostas da Iveco na China e no Brasil

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paulo

23 set 2010

3 minutos de leitura

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Paulo Ricardo Braga, de Hannover

O grupo Fiat adotou a resposta costumeira para explicar os rumores que circularam esta semana sobre uma eventual compra da Iveco pela Daimler: está sempre aberta a novas oportunidades e sinergias. A empresa alemã teria oferecido € 9 bilhões, enquanto a italiana pretenderia € 11 bilhões, dizem nos bastidores.

Ainda que o negócio não aconteça, como sugere o desmentido da Daimler, são esperados movimentos importantes de consolidação no mundo dos fabricantes de caminhões. Há quem entenda que a própria Iveco possa fazer surpresa, comprando para ganhar escala no mercado global. Embora Marco Mazzu, que comanda a operação brasileira, diga que a empresa não está vulnerável, não são descartadas investidas para sua aquisição.

Paolo Monferino, CEO da Iveco, diz que a companhia está de olho na China, onde fez parceria com a SAIC, forte em veículos de passeio mas sem presença expressiva na área de veículos comerciais. O objetivo das duas marcas no segmento de caminhões é oferecer produtos competitivos, com especificações adequadas aos mercados emergentes.

Satisfeita com a recuperação do mercado latino-americano, onde o Brasil representa dois terços da operação, a Iveco completa o investimento de R$ 570 milhões na região até 2011. Monferino garantiu durante a IAA, feira de veículos comerciais em Hannover, de 23 a 30 de setembro, que os bons resultados não deixam dúvida de que os investimentos serão renovados, em volume significativo: “Está dando tudo certo”.

Para o executivo, a marca ganhou a confiança do mercado depois de mostrar suas novas instalações em Sete Lagoas, MG, (para até 70 mil veículos/ano), renovar totalmente a linha de produtos, inaugurar o novo centro de distribuição de peças em Sorocaba, SP, em parceria com a CNH, e estender a rede de distribuidores. “Agora ficou fácil conquistar novos concessionários”, garantiu. Além de duplicar o número de representantes no País, a marca quadruplicou a capacidade de atendimento aos clientes nas oficinas.

Depois de lançar cinco novas famílias de caminhões, chegou a vez de apresentar o Vertis, desenvolvido no Brasil sobre plataforma criada na China.

Dos 15.863 veículos comercializados pela Iveco na América do Sul, 10.815 foram emplacados no Brasil, 3.053 na Argentina, 1.396 na Venezuela e 599 em outros países. Em 2008, um ano de bons resultados, foram vendidas 20.989 unidades; em 2009, 16.894 unidades. Marco Mazzu, presidente para a região, destaca a conquista de participação no Brasil, que passou de 3,9% em 2006 para 7,3% em 2009 e 7,4% de janeiro a agosto de 2010. Em agosto passado a marca chegou aos 8,5%.

A produção das três fábricas da marca (Brasil, Argentina e Venezuela) somou 17.099 veículos no ano, até agosto. Em 2008 foram montadas 24.261 unidades e em 2009, 13.862 unidades. “A fábrica de Sete Lagoas bateu o recorde de produção em agosto, com 2.024 veículos”, ressaltou Mazzu.