
Uma das apostas da Aethra é a implantação das tecnologias de hot stamping, que permite obter melhores resultados na conformação de componentes como a cabine de veículos. “O produto final contribui para redução de peso e emissões, além de oferecer maior grau de segurança”, assegura.
Ele informa que as primeiras linhas serão implantadas junto à matriz. “Trata-se de um avanço importante, que já ganhou espaço na Europa e Estados Unidos”. As chapas são aquecidas a pouco mais de 900 graus e depois passam por um rápido resfriamento, adquirindo dureza expressiva para aplicações automotivas.
A Aethra já obteve licença para importação das linhas de equipamentos que permitirão colocar em operação sua unidade na Argentina, onde atenderá especialmente a Fiat na produção de eixos, travessas e tanques para o Palio, como forma de elevar o índice de nacionalização. Já o centro de engenharia e pesquisa da companhia em Contagem está em operação, reunindo a inteligência automotiva do grupo para o desenvolvimento tecnológico. Marley Lemos, superintendente de engenharia, afirma que o objetivo é centralizar e unificar as atividades de desenvolvimento, embora existam equipes em sintonia nas diversas unidades da empresa.
E quanto ao mercado? “Estamos acelerados, tendo em vista a redução de IPI. O ritmo até o fim do ano vai depender da decisão do governo em manter ou não o incentivo”, diz Arantes (leia aqui).