
Em cerimônia que contou com a presença de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, a ArcelorMittal inaugurou na sexta-feira, 14, a nova linha de trefilação de fio-máquina de sua unidade de Sabará (MG).
A unidade da empresa siderúrgica recebeu aporte de R$ 144 milhões, o que aumentou sua capacidade produtiva em 35%, ou até 170 mil toneladas por ano.
O valor é parte de um grande ciclo de investimento, de R$ 11,5 bilhões, que teve início em 2021 e vai até 2028.
Dois novos equipamentos adquiridos com esses recursos fornecem o aço que é utilizado para produção de componentes automotivos, como molas, hastes de amortecedores, eixos e barras estabilizadoras, além de parafusos, fixadores e outros componentes da indústria.
Fábrica de Sabará atende demandas do setor automotivo
“Os novos produtos serão utilizados tanto em diversos carros, como os SUVs”, afirmou o presidente da empresa, Jefferson de Paula.
“Entre 30% e 40% do que sai da unidade de Sabará segue para o setor automotivo”, completou o executivo. Magneti Marelli, Cofap e Tyssenkrupp são alguns dos clientes da empresa.
Os itens produzidos, como é o caso do aço trefilado, são aplicados em veículos leves, pesados e também motocicletas.
Os itens trefilados são fabricados a partir de fios-máquinas feitos em outra unidade da ArcelorMittal, de João Monlevade (MG). Há 12 unidades no Brasil, em oito estados diferentes.
Três dessas fábricas ficam em Minas Gerais. A de Sabará foi fundada em 1921.
Sobretaxação do aço brasileiro pelos EUA
Quando questionado a respeito da sobretaxa de 25% ao aço brasileiro e de outros países pelos Estados Unidos, o presidente da empresa recordou que o assunto está sendo cuidado pelo Instituto Aço Brasil, que acredita na possibilidade de diálogo, assim como ocorreu em 2018, a fim de reverter o problema.
O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos (atrás apenas do Canadá), tendo enviado aos EUA em 2024 mais de 4 milhões de toneladas, cerca de 15% do que o país importou dessa matéria-prima.
O governador Romeu Zema recordou que a nova sobretaxa se trata de um assunto nacional, a ser cuidado também pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Disse, ainda, que o Brasil precisa na verdade impor taxas mais elevadas ao aço proveniente da Ásia, especialmente porque sua produção resulta em alta emissão de gás carbônico.