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ArcelorMittal investirá R$ 5 bilhões no Brasil

A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, tem planos para investir R$ 5 bilhões no País em até quatro anos. Segundo o presidente do grupo, o indiano Lakshmi Mittal, no entanto, o ritmo vai depender da demanda do mercado, mas também dos investimentos em infraestrutura.
Mittal, que participou do Congresso Brasileiro do Aço, organizado pelo Instituto Aço Brasil (IABr) recomendou também que se procure aumentar o consumo doméstico do aço, hoje nada casa dos 100 quilos per capita/ano.
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Redação AB

16 abr 2010

2 minutos de leitura

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Em países desenvolvidos a média é de 300 quilos. “Sem esse mercado doméstico o Brasil não vai conseguir criar um ambiente atraente para os investidores”, afirmou.

Parte do projeto de expansão da ArcelorMittal no Brasil está atrelado a investimentos na produção de minério de ferro. Hoje, 30% do minério – cerca de 5 milhões de toneladas – provêm de minas próprias, mas Mittal quer ampliar essa participação para 75%, o que já representa autossuficiência no setor.

Para isso, o grupo pretende investir também em um porto. Mas o empresário não quer saber de negócios com a concorrência. “Não estamos querendo comprar nenhuma companhia no Brasil. Temos oportunidade de crescer nos negócios já existentes, por isso não temos necessidade de buscar aquisições”, afirmou.

Mittal não quis detalhar como anda a negociação de preço dos produtos siderúrgicos com os clientes. Há pelo menos um mês estão valendo as novas regras de reajuste de preços para o minério de ferro, que substituíram as negociações de preço anuais pelos contratos trimestrais. Além disso, a commodity teve um aumento de preço de cerca de 100%.

O executivo fez questão de afirmar que o novo sistema de reajuste trimestral trará volatilidade às siderúrgicas e a seus clientes, o que é negativo para os negócios. Segundo ele, a mudança do modelo traz preocupações porque muitos clientes poderão rever seus projetos por causa da maior instabilidade de custos. “Nem todos na área de infraestrutura e no setor automotivo poderão repassar com tanta frequência a alta dos seus custos.”


Fonte: Agência Estado.