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Ardila explica seu novo programa no Brasil

O investimento é o maior da história da montadora no país.
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17 jul 2009

4 minutos de leitura

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A quarta-feira, 15 de julho, registrou uma verdadeira maratona na agenda do presidente da General Motors, Jaime Ardila. Depois de apresentar o plano de investimento de R$ 2 bilhões no Brasil em reunião com o presidente Lula, ele foi ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, confirmar a decisão para a governadora Yeda Crusius.

A governadora Yeda Crusius, entre o presidente Jaime Ardila e o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, finaliza os entendimentos para o novo projeto da montadora.

Lula aproveitou a oportunidade para dizer aos jornalistas que a iniciativa da General Motors demonstra a retomada da confiança nos rumos da economia. “As empresas locais estão melhores que as matrizes” – arriscou.

O presidente da República criticou a precipitação de algumas empresas do setor ao efetuar demissões no fim de 2008, diante da crise. Fez também comentários sobre a paixão que o automóvel desperta, dizendo que muito cidadão se preocupa em ter o primeiro carro antes da primeira mulher.

Recursos e incentivos

Ardila explicou que os recursos para o investimento virão da geração de caixa da empresa e dos lucros retidos nos últimos anos fiscais, já que desde 2006 a GM do Brasil vem registrando lucratividade.

A empresa receberá financiamento de R$ 344 milhões do Banrisul e está em negociações com o BRDE e BNDES para novos aportes de recursos.

A General Motors deve receber incentivos do governo do Rio Grande do Sul, pagando mensalmente 25% do ICMS devido e financiando o restante com dez anos de carência e doze anos de amortização, sem correção monetária.

Tecnologia local

Ardila revelou que depois de exportar os veículos produzidos em Gravataí para os países vizinhos pretende expandir as vendas à África do Sul e outros mercados.

O executivo assegurou a capacidade tecnológica da empresa para planejar, desenhar, desenvolver e fabricar um novo veículo, graças aos avançados centros de engenharia e design de São Caetano do Sul e Indaiatuba, que possuem domínio completo do ciclo de desenvolvimento de qualquer modelo de veículo.

Desde 2007 a engenharia e o design da GM do Brasil fazem parte do grupo de cinco grandes centros globais de desenvolvimento de novos veículos da GM mundial. O número de engenheiros e designers brasileiros subiu de 600 para mais de 1.800 profissionais dessas áreas no momento atual.

O investimento de R$ 2 bilhões está inserido no programa de renovação total da atual linha de veículos Chevrolet até 2012 e, desta vez, contemplará o lançamento de uma nova linha de veículos, destinados ao Brasil e a mercados emergentes, que integram o chamado projeto Onix.

Dos R$ 2 bilhões cerca de R$ 1,4 bilhão será investido no desenvolvimento dos veículos e na fábrica da GM em Gravataí, onde atualmente já são produzidos os modelos Celta e Prisma, que continuarão no mercado, pois são dois dos modelos mais vendidos da linha Chevrolet no País. Os R$ 600 milhões restantes serão investidos nas demais operações da GM no Brasil.

Novos modelos

Os dois primeiros modelos de veículos Chevrolet do projeto Onix serão fabricados no Complexo Industrial Automotivo de Gravataí, onde a GM do Brasil tem 17 fornecedores instalados (sistemistas) que produzem partes, peças e conjuntos para abastecer a linha de montagem da GM.

Com o investimento ora anunciado, a capacidade dessa fábrica de Gravataí subirá, em três anos, para 380.000 unidades por ano, três vezes mais do que a capacidade inicial instalada. Os dois novos modelos do projeto Onix estão sendo programados para chegar ao mercado a partir de 2012.

Esta será a segunda expansão que a GM do Brasil realizará em Gravataí, que no biênio 2005/2006 recebeu investimentos da ordem de R$480 milhões, que resultaram no lançamento do Chevrolet Prisma, em outubro de 2006, e a expansão de sua capacidade produtiva para 230.000 veículos/ano.

A empresa estima que o novo investimento gerará 1.000 novos postos de trabalho diretos no Complexo Industrial Automotivo de Gravataí, considerando as admissões a serem feitas pela GM e pelos diversos sistemistas, com efeito multiplicador em toda a cadeia produtiva gaúcha.