
Ele ressaltou, mais uma vez, a importância do governo manter a redução do IPI na comercialização de veículos para assegurar um bom nível de operação do setor. Ardila entende que a prorrogação do benefício por mais três meses permitirá manter os resultados do segundo semestre apenas 10% abaixo dos registrados no mesmo período de 2008.
GM do Brasil vai bem
Ardila foi categórico ao afirmar que a GM não irá quebrar, porque tem um plano de reestruturação, assim como as outras montadoras. “Por causa da recessão, as montadoras precisam diminuir a estrutura de custos, diminuir o que chamamos de economia ponto de equilíbrio para conseguir ser rentáveis com um volume menor”, explica.
O presidente ressaltou que a situação da GM brasileira é independente da indústria americana. “Juridicamente, financeiramente e do ponto de vista de produtos, todas as empresas da GM são independentes. Temos uma linha de produtos completa, solidez e 84 anos de existência de sucesso no Brasil”, enfatizou. Segundo Ardila, o consumidor brasileiro pode ter total tranqüilidade ao adquirir um carro da GM. “A empresa vai continuar existindo mundialmente”, garante.
Quanto aos investimentos da montadora no Brasil, Jaime salienta que há quatro anos a GM não recebe ajuda dos EUA. “A GM no Brasil não tem problemas para continuar com as operações normais. Tem suficiente liquidez, suficiente fluxo de caixa para financiar os investimentos”.
Na sua opinião, a economia será mais forte nos países emergentes após a crise, nos próximos anos, porque estão se saindo melhor do que os países com economia desenvolvida. “A recessão mundial econômica talvez seja a maior desde a grande depressão dos anos 30. Mas China, Brasil e Índia estão indo um pouco melhor que os demais”, enfatiza.
Riscos sem IPI reduzido
No que diz respeito ao IPI, Ardila concorda que a redução do imposto contribuiu para atrair o consumidor. “Sem dúvida, com o IPI as vendas aumentaram mais do que alguns de nós esperávamos. Se a redução for estendida por mais três meses, como é nossa expectativa, acho que teremos um segundo semestre 10% abaixo do ano passado, mas ainda num patamar muito bom”. Segundo o presidente, se a redução não for renovada, as montadoras correm o risco de uma queda no mercado de 30% e, com isso, podem ocorrer demissões.
Ardila disse que a empresa não demitiu trabalhadores em decorrência da crise. “Nós não fizemos demissões. Nós não renovamos alguns dos contratos temporários que estavam expirando. É uma pena, mas precisa ser feito quando se tem um número de empregos acima do que a demanda justifica”, explicou. Ele também enfatiza que, apesar disso, a montadora emprega 23 mil trabalhadores em suas três fábricas no Brasil. “Somos uma empresa com uma das menores rotatividades de funcionários, mas nós não controlamos o mercado”, ressalta.
O presidente não quis dar detalhes sobre o lançamento do projeto Viva, cuja produção começará na segunda metade deste ano – primeiro na Argentina e alguns meses depois no Brasil. “Será uma família de veículos. Nossa expectativa de vendas é bastante otimista. Se isso acontecer, nós já prometemos para aquelas pessoas que têm contratos temporários não renovados, que elas terão a prioridade”, promete.
Trechos em vídeo e áudio dos melhores momentos do programa, bem como imagens de bastidores e fotos da gravação, estão disponíveis no link do IPTVCultura – www.iptvcultura.com.br/rodaviva/16-03-2009/feeds.
A íntegra da entrevista, em áudio, também está disponível para download. Assista um trecho do vídeo abaixo.
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