
“Ainda falta preencher algumas lacunas. Eu gostaria de já ter preparado a receita de um compacto popular, capaz de fazer o papel do Celta. Gostaria, também, de ter levado adiante o projeto de um SUV light, como o Tracker”, disse a Automotive Business na terça-feira, em noite reservada à apresentação do Trailblazer a uma centena de jornalistas no Clube Monte Líbano, em São Paulo.
Ele não dá pistas, porém, sobre o próximo pacote de investimentos no Brasil, que está sendo preparado para breve. Mas Ardila promete novidades para breve, o que deve incluir o anúncio do aporte ou o lançamento de algum produto. “Será ainda no primeiro trimestre do próximo ano”, antecipou – que deverá ser a versão sedã do Onix.
No discurso aos jornalistas ele enfatizou a importância da marca Chevrolet para a América do Sul, região sob sua responsabilidade. “Dos 73 milhões de veículos produzidos em 2012, 5 milhões serão da marca Chevrolet, o equivalente a 6,5% da indústria mundial. Cerca de 1 milhão serão comercializados na América do Sul e 650 mil no Brasil.” A Chevrolet é a quarta marca mais vendida globalmente e pode tornar-se a terceira em breve, segundo Ardila.
Já o vice-presidente da GM Brasil, Marcos Munhoz, lembrou que este ano a indústria vai crescer “três PIBs”, algo como 4,5%. O mercado deve absorver em novembro mais de 310 mil unidades e, em dezembro, cerca de 340 mil, à véspera de terminar, finalmente, o incentivo do IPI.
“Se o Ônix representou uma cereja no bolo da General Motors este ano, o Trailblazer chega para cortar o bolo”, brincou Munhoz, assegurando que as vendas da marca estão acima do esperado.