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Pedro Kutney, AB
Mesmo prevendo expansão contínua do mercado automotivo na América do Sul, o presidente da divisão sul-americana da General Motors (GMSA), Jaime Ardila, avalia que a indústria instalada na região enfrenta três grandes obstáculos ao seu crescimento: a taxa de câmbio desfavorável (principalmente no Brasil) que encarece os produtos no comércio internacional, as constantes altas dos custos trabalhistas que estão tornando a produção local mais cara e, por fim, a chegada de veículos asiáticos com preços competitivos, acirrando a concorrência com produtos importados.
Especificamente falando sobre a taxa de câmbio no Brasil, Ardila avalia que uma desvalorização do real seria “desejável para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros”. Contudo, o presidente da GMSA não espera que isso vá ocorrer: “Temos de aprender a conviver com isso e aumentar a competitividade de outras formas”, disse, durante a divulgação dos resultados financeiros mundiais da GM, na quinta-feira, 24.
Ardila repete os colegas de outras montadoras ao citar os principais problemas que afetam a competitividade no Brasil no cenário internacional: “É necessário melhorar a infraestrutura do País e formar mais mão de obra qualificada para a indústria”, afirma.
Contudo, o executivo tem discurso levemente diferenciado com relação à carga tributária no Brasil: “Os impostos até poderiam ficar no mesmo nível que estão, mas haveria um enorme ganho de competitividade se houvesse uma simplificação do sistema. Aqui temos centenas, senão milhares, de pessoas na empresa dedicadas exclusivamente a entender e lidar com a alta complexidade das taxas e tributos do País”, ressalta.
Assista à entrevista com Jaime Ardila, presidente da GM Brasil e América do Sul, concedida com exclusividade para Automotive Business web TV: