O Estadão de 30 de março registra que a Argentina está a um passo de enfrentar um processo na Organização Mundial de Comércio contra suas medidas protecionistas. Comunicado divulgado por 40 países, liderados por Estados Unidos e União Europeia, condenou duramente as barreiras aplicadas pelos argentinos aos produtos importados.
Segundo o jornal apurou, funcionários da UE acreditam que não há mais possibilidade de diálogo com o governo da presidente Cristina Kirchner. “As medidas e práticas restritivas às importações adotadas pela Argentina são inapropriadas para um membro da OMC”, diz o documento. Além de EUA e UE, Austrália, Israel, Japão, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Panamá, Suiça, Taiwan, Tailândia e Turquia assinam o comunicado.
O Brasil também vem sendo questionado na OMC, particularmente sobre o aumento de 30 pontos porcentual no IPI dos carros importados. “O caso da Argentina demonstra que pode haver coalizão na OMC para reclamar contra medidas controversas dos países emergentes, como as que vêm recentemente sendo adotadas pelo Brasil”, diz Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e consultor da Barral MJorge Associados.