
As colheitadeiras deverão ter 20% de peças nacionais a partir do primeiro trimestre de 2014 e subir para 40% no primeiro trimestre de 2015. Os tratores, por sua vez, deverão apresentar nacionalização de 35% e de 50% no mesmo intervalo.
Segundo nota do Ministério da Indústria da Argentina, Giorgi garantiu aos fabricantes que o conteúdo será auditado por meio do portfólio da cadeia produtiva e alertou que o não cumprimento dos índices de nacionalização implicará na exclusão de programas de financiamento do Banco Nacional para o setor.
O presidente do Cafma, Carlos Castellani, destacou a extensão do bônus fiscal de 14% para os fabricantes de bens de capital e afirmou: “O mais importante para nós é o mercado interno, mas o setor está consciente da importância da exportação”. Segundo a nota, ele também enfatizou o desenvolvimento de micros, pequenas e médias empresas do setor e acrescentou: “A Argentina é o primeiro país do mundo em número de empresas envolvidas na fabricação de máquinas agrícolas”.
No primeiro trimestre, o mercado argentino consumiu 3.893 máquinas agrícolas, aumento de 24,2% sobre igual período do ano passado. Desse total, 2.537 são máquinas de origem nacional, o que significa 65% de participação de mercado. E pela primeira vez, desde 2004, as vendas de colheitadeiras nacionais ultrapassaram as de importadas, 216 contra 170 unidades.
O governo ressalta que o crescimento foi promovido, em parte, pela aprovação de 19 projetos no Fundo Bicentenário, no valor de US$ 525 mil para investimentos no setor, além do programa de renovação de frota, para o qual houve mais 1.188 pedidos de equipamento, no total de US$ 676 mil.
O Regime de Bônus para bens de capital, que concede um bônus fiscal equivalente a 14% do faturamento, também foi apontado pelo governo como um gerador de demanda de investimentos no setor. O programa gerou benefício de US$ 420 milhões para o segmento, 26,4% do total de bônus concedido para a indústria de bens de capital do país.