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Argentina preocupa Mercedes-Benz

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Redação AB

22 ago 2011

3 minutos de leitura

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Natalia Gómez, AB

A indefinição da Argentina sobre a norma de emissão para caminhões e ônibus preocupa a Mercedes-Benz. A fábrica da empresa no Brasil está preparada para produzir os veículos no padrão Euro 5, mais restritivo do que o atual Euro 3. No entanto, ainda não sabe se o país vizinho também vai aderir ao padrão mais rígido, o que compromete seu planejamento, segundo afirmou nesta segunda-feira, 22, o diretor de logística e infraestrutura da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Bastian, durante o Simpósio SAE Brasil Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, que ocorre no Sheraton WTC, em São Paulo, SP.

-Confira aqui a cobertura completa do Simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilística

“Não sabemos qual vai ser o mercado comprador do Euro 5 no início do ano que vem”, diz. A produção com o novo padrão começa em janeiro de 2012. Hoje, a empresa está fabricando a todo o vapor e só não produz mais por falta de capacidade. Segundo o executivo, a Mercedes alterou não apenas os motores para o padrão Euro 5, mas também alteou o estilo dos veículos. “Como posso planejar a fábrica aqui para janeiro sem saber se venderei o 3 ou 5 na Argentina?”, questiona.

Segundo ele, essa questão compromete a manufatura e a logística da empresa e deve ser respondida apenas após as eleições de outubro. Em relação ao mercado brasileiro, o executivo diz estar otimista. “Não acredito que estamos perto de uma crise, acho que há só uma rápida adequação de mercado.” De acordo com Bastian, a Mercedes fechou recentemente contratos com três fornecedores (Randon, Seeber e Maxion), que vão trabalhar dentro da unidade de Juiz de Fora, sob demanda. “Nunca fizemos isso no Brasil porque não tínhamos espaço na unidade de São Bernardo”, explica. A empresa tem 450 fornecedores no País e 700 no exterior, concentrados na Alemanha.

Bastian elogiou a iniciativa do governo de apoiar a indústria nacional por meio do plano Brasil Maior, mas destacou que é preciso aguardar mais detalhes. “Fazer funcionar é um pouco mais complicado”, diz. Segundo ele, quem trabalha na área de logística no Brasil precisa mais do que eficiência: “Tem de saber rezar”, afirma.

Foto: Ruy Hiza