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Argentina propõe cotas informais ao Brasil

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Redação AB

27 mai 2011

3 minutos de leitura

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Redação AB

Uma fonte do Ministério da Indústria da Argentina informou à Agência Estado nesta sexta-feira, 27, que o governo argentino propôs a adoção de algumas cotas informais para importação sem barreiras de produtos brasileiros que atualmente sofrem restrições no país vizinho: têxteis, calçados, eletrodomésticos, máquinas e equipamentos agrícolas, alimentos, pneus e baterias. Em troca, os argentinos querem que o governo brasileiro relaxe a obrigatoriedade de autorização prévia para a importação de carros argentinos, que desde a adoção da medida, há duas semanas, estão parados aos milhares na fronteira à espera de licenças do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A mesma fonte confirmou que o secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, irá telefonar para seu colega argentino, Eduardo Bianchi, nesta segunda ou terça-feira, para marcar a data da segunda rodada de negociações. Até lá, o governo brasileiro vai realizar consultas aos diferentes setores que enfrentam barreiras argentinas para transmitir a proposta de cotas informais de vendas ao mercado argentino.

“A proposta feita pela Argentina busca que o acordo garanta o fluxo comercial, uma balança equilibrada e o processo de reindustrialização nacional”, disse um assessor do Ministério da Indústria. A fonte revelou que o governo argentino usa os números da balança comercial para sensibilizar o governo brasileiro. Segundo ele, o déficit de bens manufaturados industriais da Argentina com o Brasil, no primeiro quadrimestre, foi de US$ 2,2 bilhões. A balança comercial total, no mesmo período, foi deficitária em US$ 1 bilhão para a Argentina.

Na sexta-feira à noite, a ministra de Indústria, Débora Giorgi, afirmou que “as negociações com o Brasil vão prosperar porque se trata de um sócio estratégico e existe boa vontade política de ambos os países para chegar a um acordo”.

O otimismo da ministra também foi alimentado pela notícia de que a argentina Companhia Naviera Horamar ganhou a licitação para a construção de seis navios petroleiros para a Petrobras. Com investimentos estimados em US$ 450 milhões, a Horamar participou da licitação associada às companhias Navios South American Logistics Inc. e Hidronave South American Logistic do Brasil. O contrato tem duração de 15 anos e prevê a construção de seis navios Panamax, com capacidade para transportar 75 mil toneladas de petróleo e combustíveis.