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Argentina quer pagar gás com biodiesel

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cria

02 mar 2012

3 minutos de leitura

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Redação AB

Por enfrentar escassez de dólares e alto custo das importações de combustíveis, a Argentina quer mudar os termos de pagamento de importações de gás por via marítima, negociando descontos e oferecendo, em vez de dinheiro, biodiesel produzido a partir de óleo de soja. A notícia é da agência Reuters.

A contração do saldo comercial do país, em parte por causa das importações crescentes do setor de energia, forçou o governo a determinar que a estatal de energia Enarsa limite os gastos em moeda americana. As importações de combustíveis são normalmente realizadas em dólares.

Em uma carta enviada há duas semanas, a Enarsa pediu aos seus fornecedores de gás natural liquefeito (GNL) que diminuam em pelo menos 15% os custos de entrega, disse uma fonte da estatal energética. Ainda segundo a Reuters, o braço de comercialização de GNL do banco de investimento americano Morgan Stanley estaria negociando com a Enarsa para renunciar às transferências tradicionais de dinheiro, em favor de aceitar o biodiesel produzido localmente.

O banco, que pretende entregar pelo menos cinco carregamentos de GNL para o país este ano, já havia trocado esse tipo de gás por biodiesel argentino em 2009. A terceira maior economia latino-americana é o maior exportador de óleo de soja. Prevê-se que a exportação do grão e seus derivados a partir do país vizinho seja menor este ano pela falta de chuvas, ao mesmo tempo em que aumenta sua dependência de combustível importado.

A Argentina importa gás por terra e mar. A Enarsa discute com os fornecedores de GNL esforços para reduzir o custo das importações. Uma fonte da Enarsa teria informado à Reuters que a estatal pediu aos fornecedores uma redução de preço para adequação aos valores da Europa e América. A redução desejada seria de US$ 2 por MMBtu (milhão de unidades térmicas britânicas), mas a obtida estaria em US$ 0,50.